Moares quis imputar a Mendonça erros em investigação da PF
O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça preparou uma longa explicação descrevendo fatos objetivos para demonstrar que eventuais erros, atrasos ou assimetrias em investigações do caso Master e do INSS foram de responsabilidade de Polícia Federal.
Todas as ações propostas foram conduzidas por agentes e delegados designados para cuidar dessas apurações pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
O documento de Mendonça foi enviado ao presidente do STF , Edson Fachin, na 2ª feira (21.set.2026).
Trata-se de uma resposta do ministro a imputações feitas contra ele pelo colega Alexandre de Moraes, que indicou ilegalidades nas relatorias do Master e do INSS.
Os 2 casos estavam com Mendonça até terem sido paralisados por Fachin em 12 de setembro de 2026.
Moraes sugere e acusa Mendonça de ter acelerado investigações contra alguns alvos e retardado outros processos, tudo por interesse político.
De acordo com Moraes, o ministro teria feito uma inversão da ordem de prioridades: em vez de priorizar análises de mídias vinculadas a pessoas presas, teria dado outras orientações.
“É falso” , afirmou Mendonça.
LULINHA X ACM NETO Em sua resposta, Mendonça cita um trecho de relatório da PF que afirma que ele teve posições distintas em relação a Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e a ACM Neto (União Brasil), candidato ao governo da Bahia e adversário do petista Jerônimo Rodrigues .
Declarou que ambos tiveram os sigilos quebrados .
“No âmbito das investigações concernentes à Operação Sem Desconto, como depois tornou-se fato público e notório, Fábio Luís Lula da Silva teve seus sigilos bancário, fiscal e telemático quebrados por meio de decisões proferidas nas Pets nº 15.068/DF e 15.071/DF.
Por sua vez, no âmbito da Operação Compliance Zero, Antônio Carlos Magalhães Neto teve igualmente quebrados os seus sigilos bancário, fiscal e telefônico , por meio de decisões proferidas nas Pets nº 16.400 e 16.461, as quais permaneciam em sigilo na tentativa de não frustrar a eventual deflagração de fase ostensiva posterior das investigações” , disse o magistrado.
Em maio, o ministro já havia determinado que fossem priorizadas as perícias e as análises de mídias apreendidas de investigados presos ou que estivessem sob outras medidas restritivas, como monitoramento eletrônico.
Além disso, Mendonça só decidia depois de receber relatórios e pedidos da PF e não demandava esse tipo de procedimento.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.poder360.com.br — o conteúdo pertence a Poder360.