Economista desmente Flávio Bolsonaro e explica o que há por trás de lojas vazias
Flávio Bolsonaro (PL) transformou uma loja fechada das Casas Bahia em cenário de campanha contra Lula.
Nesta quarta-feira (19), o candidato à Presidência gravou diante de uma unidade da rede em Taguatinga, no Distrito Federal, para associar a crise da varejista à política econômica do governo.
A loja está entre as quase 300 que devem ser fechadas após o grupo pedir recuperação judicial, com dívida declarada de R$ 17,3 bilhões.
A própria empresa, no entanto, relaciona suas dificuldades também a investimentos em tecnologia, logística e lojas digitais iniciados em 2019, além dos impactos da pandemia.
Esse argumento de que lojas e feiras vazias seriam prova de que o governo “quebrou” o comércio já havia sido rebatido no início do mês pelo economista Presley Vasconcellos, o @eupresley.
Mestre em Teoria Econômica, ele produz conteúdo nas redes sob o lema “economia para pessoas reais”.
No vídeo, Presley recorre aos próprios números do varejo.
O comércio acumulou alta de 1,9% no primeiro semestre de 2026 .
Em maio, o segmento de tecidos, vestuário e calçados cresceu 3,5% na comparação com o mesmo mês do ano passado .
“Daí eu te pergunto, se teve crescimento, para que lado está indo já que essas pessoas estão postando vídeo com o comércio vazio? Porque está todo mundo no e-commerce ”, diz.
Do balcão para o celular O comércio eletrônico faturou R$ 235,5 bilhões em 2025, alta de 15,3% , e a projeção para 2026 é de cerca de R$ 259 bilhões .
“ As pessoas estão parando de comprar nas ruas e comprando pelo celular ”, afirma Presley.
A mudança já aparece também nas compras do dia a dia.
As vendas online de bens de consumo de giro rápido cresceram 34% , e levantamentos citados pelo economista mostram que 25% das compras cotidianas já passam por plataformas digitais .
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