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Economia

Redata pode ser gatilho para ecossistema de data centers, diz diretora da Ascenty

Mobile Time ·
Redata pode ser gatilho para ecossistema de data centers, diz diretora da Ascenty

A diretora de gestão energética da Ascenty , Marcela Martins, acredita que o Redata ( 278/2026 ) pode ser um gatilho para o desenvolvimento para o ecossistema de data centers no Brasil, em especial na cadeia de energia e de infraestrutura. Em conversa com Mobile Time durante o Lefosse Energy Day 2026 na última quarta-feira, 26, a especialista explicou que o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter pode ser um incentivo para grandes projetos nesses dois segmentos.

Importante dizer que, a partir do momento em que um player (como um hyperscaler) decidir instalar um centro de dados atraído pelo benefício tributário, essa empresa precisará informar qual será a sua demanda por energia.

Na outra ponta, as geradoras de energia precisam iniciar obras físicas de novos parques eólicos e solares – que demoram entre 18 e 24 meses para ficarem prontos. Martins t ambém acredita que o Redata vai atrair investimentos em energia por ser a última peça para atrair esses investimentos, uma vez que o Brasil possui:

“Portanto, o Brasil tem total capacidade de trazer esses players. Agora, só precisa de boa vontade para orquestrar esses cinco pontos e poder trazer essa indústria para o Brasil aproveitar essa onda muito grande”, completou.

O Redata foi sancionado via Medida Provisória no ano passado, mas dependia de aprovação no Congresso Nacional para sua efetivação total. A aprovação não aconteceu em tempo hábil. Para não caducar, o líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), apresentou um projeto de lei que foi aprovado pelos deputados em 25 de fevereiro deste ano . Mas, o projeto ficou parado no Senado desde então.

Na última quarta-feira, 26, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acertou com o presidente do Senado Davi Alcolumbre (União-AP) e o presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta (Republicanos-PB) um esforço legislativo para votar projetos importantes para o Brasil, inclusive o Redata , na próxima semana.

Logo após definirem a agenda, Lula disse ao lado de Alcolumbre e Motta que o Redata tem potencial para atrair R$ 500 milhões em investimentos.

Para Raphael Gomes, sócio do segmento de energia da Lefosse , o Redata precisaria de “ajustes finos”, como a definição correta de renovável ou autoprodução. Hoje, o texto exige que os projetos que receberão os benefícios de tributação devem usar energia renovável ou de autoprodução, mas não deixa claro se isso engloba geradora hidrelétrica (que é limpa e barata) ou apenas eólicas e solares. Sem essa definição, a expectativa de um investimento pode ser prejudicado se o governo não considerar a hidrelétrica como limpa.

Outro ponto de ressalva é que os dados dos data centers precisam ser processados majoritariamente no Brasil. Neste caso, Gomes aponta que a capacidade atual do mercado não consegue absorver essa demanda de imediato, algo que pode criar um empecilho para o setor: “Será que vamos deixar de ser um hub, de trazer essa infraestrutura, porque não temos capacidade hoje?”, questionou o especialista em energia.

Para Vitor Caram, diretor de expansão da Odata na América Latina, o ideal é aprovar logo o texto para dar segurança ao setor.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.mobiletime.com.br — o conteúdo pertence a Mobile Time.

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