MP-SP pede manutenção da prisão de Deolane Bezerra em investigação ligada ao PCC
O Ministério Público de São Paulo pediu à Justiça, nesta quinta-feira (20), que mantenha a prisão preventiva de Deolane Bezerra e dos demais réus da Operação Vérnix.
A investigação apura um esquema de lavagem de dinheiro que, segundo o MP-SP, teria ligação com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Deolane está presa desde 21 de maio na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior paulista.
A reavaliação ocorre porque a legislação determina que prisões preventivas sejam revisadas periodicamente.
Para o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), permanecem válidos os fundamentos utilizados para decretar a prisão, entre eles a garantia da ordem pública e da aplicação da lei penal.
Na manifestação apresentada à Justiça, o MP-SP divide o suposto esquema em três núcleos.
Um deles seria responsável pelas decisões e incluiria Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, e seu irmão, Alejandro Camacho.
Os demais atuariam nas áreas operacional e financeira.
Leia também EUA fazem operações militares contra cartéis e narcotráfico no Equador As ações fazem parte da Coalizão das Américas Contra os Cartéis, iniciativa norte-americana com o apoio de 18 países na América Latina e Caribe Deolane é apontada pela Promotoria como integrante desse último grupo.
Segundo o documento assinado pelo promotor Lincoln Gakiya, a influenciadora teria utilizado contas próprias e de empresas vinculadas a ela para movimentar e ocultar valores de origem suspeita, além de transformar parte dos recursos em bens.
Depósitos entram na investigação A Operação Vérnix foi deflagrada em maio e tem como um dos focos uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau.
A suspeita é de que a empresa tenha sido usada para movimentar recursos ligados à cúpula do PCC e realizar repasses a familiares de Marcola e outras pessoas.
Os investigadores apontam ainda relações pessoais e comerciais entre Deolane e um homem descrito como gestor de fachada da transportadora.
Segundo a apuração, entre 2018 e 2021, contas vinculadas à influenciadora receberam R$ 1,067 milhão por meio de depósitos fracionados, em valores inferiores a R$ 10 mil.
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