Startups suecas erram barato. As brasileiras pagam caro
Startups brasileiras pagam caro (Imagem: Unsplash/Divulgação) Na semana passada, o Startups noticiou que a Legora , legaltech de Estocolmo e rival da Harvey, captou uma Série E de US$ 550 milhões e passou a valer US$ 8,8 bilhões.
A empresa foi fundada em 2023.
Aqui na Suécia, a notícia não causou espanto.
No máximo, um aceno de cabeça.
Moro em Estocolmo e acompanho de perto os dois ecossistemas, o daqui e o brasileiro.
A diferença entre eles não está no talento nem na coragem de quem empreende.
Está no preço do tombo.
E no Brasil esse preço é tão alto que, para boa parte de quem poderia empreender, a decisão mais racional é não tentar.
O Brasil não é um deserto de startups.
Acabou de ver a Enter , também de IA jurídica, virar o primeiro unicórnio de IA da América Latina.
A pergunta é outra: por que um sistema produz Spotify , Minecraft , Lovable e Legora , e o outro produz unicórnios que levam anos para sair de casa? A resposta começa na classe média, onde os incentivos estão trocados.
Na Suécia, o jovem de classe média termina a faculdade querendo abrir uma startup.
Tem juros historicamente baixos, capital disponível, serviços que funcionam para a base e uma rede que segura quem cai.
Para ele, empreender é uma tentativa razoável de melhorar de vida.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em startups.com.br — o conteúdo pertence a Startups.com.br.