Grêmio sofre transfer ban preventivo por descumprir regra do fair play financeiro; entenda
Jogadores do Grêmio têm reunião com torcedores na Arena O Grêmio incorreu no chamado Evento de Insolvência e sofreu um transfer ban preventivo nesta terça-feira.
A medida foi tomada pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf), órgão independente criado pela CBF para aplicar as regras do fair play financeiro implementado no futebol brasileiro. 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google Na prática, novas contratações do clube gaúcho ficam condicionadas a uma autorização prévia da agência.
É o primeiro caso de aplicação da Seção 8 do Regulamento do Sistema de Sustentabilidade Financeira (RSSF), em funcionamento desde 1º de janeiro de 2026. + Alô, torcida tricolor! O ge Grêmio está no WhatsApp! A ação ocorreu porque o Grêmio apresentou recentemente um plano de pagamento coletivo de credores para a Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD).
O objetivo do clube é quitar uma dívida total de quase R$ 16 milhões em 23 processos no prazo de 60 meses.
Conforme o documento divulgado pela Anresf, esse movimento configura Evento de Insolvência.
Além do plano de pagamento coletivo, recuperação judicial, recuperação extrajudicial e aditamento de plano existente também geram os chamados Eventos de Insolvência, por exemplo.
De acordo com a agência, o bloqueio preventivo é uma trava no sistema de registro de atletas da CBF, que já foi comunicada da decisão.
O Grêmio também já foi formalmente comunicado e convidado a negociar o chamado Acordo de Reestruturação previsto no RSSF.
Veja também + Atacante revelação do Juventude está na mira do Grêmio + Grêmio paga dívida com clube uruguaio e evita novo transfer ban A liberação de novas contratações depende de dois fatores: saldo positivo acumulado com receitas de transferências de jogadores na janela vigente e que os gastos com taxas e comissões da nova contratação, somados aos já realizados no período, permaneçam iguais ou inferiores ao total arrecadado.
A agência também verifica se a contratação mantém a folha de pagamento de jogadores e da comissão técnica dentro do teto mensal fixado pelo RSSF – a remuneração não pode superar a média dos seis meses anteriores ao Evento de Insolvência.
O RSSF prevê saída para o transfer ban a partir do Acordo de Reestruturação, negociado com a Anresf, ao mesmo tempo em que o clube trata da aprovação do plano de pagamentos na CNRD.
As regras da Seção 8 do RSSF aplicam-se a Eventos de Insolvência a partir de 30 de abril de 2026.
Essa é a primeira vez que elas incidem sobre um caso concreto.
Paulo Pelaipe e Odorico Roman em treino do Grêmio Lucas Uebel/Grêmio 🎧 Ouça o podcast ge Grêmio 🎧 + Assista: tudo sobre o Grêmio no ge e na TV
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