Latam supera Azul e assume maior tarifa média pela primeira vez em 14 anos
Durante mais de uma década, havia uma espécie de regra silenciosa nos céus brasileiros: entre as três maiores companhias aéreas, a Azul costumava cobrar a tarifa média mais alta.
Havia uma explicação para isso.
Enquanto Gol e Latam travavam boa parte de sua disputa nas grandes cidades, a Azul construiu uma malha que se espalhou pelo interior do país, entrando em dezenas de mercados onde o passageiro tinha poucas — às vezes nenhuma — alternativas.
Em 2026, essa velha ordem virou de cabeça para baixo.
Pela primeira vez em quatorze anos, a Latam ultrapassou a Azul e terminou o primeiro semestre com a maior tarifa média entre as gigantes da aviação nacional.
Os dados da Agência Nacional de Aviação Civil mostram que a tarifa média da Latam chegou a 678,87 reais entre janeiro e junho.
Na Azul, ficou em 672,23 reais.
A diferença, de apenas 6,64 reais, parece quase irrelevante para quem compra uma passagem de avião.
Para o mercado, conta uma história bem maior: encerra um padrão que resistia desde 2012 e revela trajetórias opostas de preços nas duas companhias.
É justamente aí que a mudança ganha importância.
A Latam não chegou ao topo porque a Azul simplesmente parou de cobrar caro.
Nos últimos três anos, os preços das duas empresas caminharam em direções radicalmente diferentes.
No primeiro semestre de 2023, uma passagem da Azul custava, em média, 786,56 reais, nada menos que 182,41 reais acima dos 604,15 reais cobrados pela Latam.
Desde então, a tarifa média da Azul caiu 14,5%.
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