TSE criará sistema mais rígido para partidos registrarem filiações
O sistema de filiação do Tribunal Superior Eleitoral está temporariamente indisponível e deve permanecer assim até a adesão de um novo modelo de segurança.
Segundo apurou o Poder360 , a percepção dos integrantes do órgão eleitoral é que a versão atual é muito vulnerável e decorre do fato de o tribunal nunca ter exigido dos partidos maior rigor para permitir o acesso.
A decisão de travar temporariamente o sistema busca impedir episódios semelhantes ao do senador Flávio Bolsonaro (PL), que teve seu nome registrado no Missão sem que essa fosse sua intenção.
Hoje, as legendas têm uma senha, que podem compartilhar com quem desejarem.
Não há, por exemplo, verificação em duas etapas.
Com isso, muitas pessoas têm acesso ao sistema, podendo cadastrar as filiações de quem quiser.
A visão de integrantes do TSE é que esse modelo é muito frouxo.
Depois do que se deu com Flávio Bolsonaro, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques , decidiu simplesmente fechar o sistema para criar mais controles.
Não há prejuízo prático em interromper o processo de filiações agora.
Para efeitos eleitorais, ninguém mais pode se filiar nem mudar de legenda a esta altura.
As mudanças precisavam ter sido homologadas até 4 de abril de 2026.
O novo sistema de registro de filiações deve ser debatido com todos os partidos.
O TSE tentou no passado propor um sistema mais rígido, mas as legendas nunca aceitaram.
O tribunal aquiesceu e deixou vigorar o modelo com pouca segurança –o que deve ser alterado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.poder360.com.br — o conteúdo pertence a Poder360.