França rejeita proibição de redes sociais para menores de 15 anos
O Conselho Constitucional da França rejeitou nesta sexta-feira (14) a proibição das redes sociais para menores de 15 anos, ao considerar que a medida constitui "uma violação desproporcional" da sua liberdade de expressão.
A máxima autoridade em matéria de Constituição havia sido consultada no fim de julho por deputados socialistas e da esquerda radical sobre o artigo 1º de uma lei destinada a proteger os menores dos riscos destes ambientes.
Embora o Conselho reconheça "a exigência constitucional de proteção do maior interesse da criança", aponta que a proibição tão ampla "é suscetível de ser aplicada a serviços de comunicação online cujos riscos para a saúde e a segurança dos menores (...) não estão comprovados".
Embora a lei previsse exceções, principalmente para enciclopédias e sites educativos ou científicos, estas continuam sendo "limitadas", adverte o Conselho Constitucional.
A Presidência francesa destacou que seu compromisso em fazer a lei avançar "até a primavera de 2027 continua total".
Em 2025, a Austrália se tornou o primeiro país a proibir as redes sociais para menores de 16 anos. Desde então, muitos adotaram ou anunciaram que estudam proibições semelhantes, como Brasil, Indonésia, Reino Unido e Nova Zelândia.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.