Tempestade (im)perfeita em BEEF3: a sequência de reveses que fez a Minerva cair 10% na bolsa
A quinta-feira (13) é de forte ressaca para os acionistas da Minerva (BEEF3) .
As ações do frigorífico operam entre as maiores quedas do Ibovespa — e a divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2026 não é a única responsável pelas perdas de quase 10% na bolsa .
Uma cascata de eventos colocou a Minerva na mira dos vendedores na B3 : lucro menor, queima de caixa e corte de preço-alvo pelo Bank of America criaram a tempestade perfeita para os papéis da companhia operarem no vermelho hoje.
Boi mais caro e margens pressionadas O ponto de partida dos problemas está na matéria-prima.
O preço do gado nos países onde a Minerva atua subiu, em média, 27% na comparação anual.
Com o boi mais caro, o custo de produção disparou.
Embora a receita líquida da empresa tenha crescido 1,3%, atingindo R$ 14,1 bilhões, a margem bruta recuou de 17,6% para 16,6%.
Na prática, sobrou menos rentabilidade após pagar os custos básicos, o que fez o lucro líquido do trimestre despencar 57% em relação ao ano passado, somando R$ 196,9 milhões.
A queima de caixa e o estoque recorde Se a queda no lucro acendeu um sinal amarelo, a geração de caixa fez acender a luz vermelha.
A Minerva registrou um fluxo de caixa livre negativo em R$ 611,4 milhões no segundo trimestre — frustrando bancos como a XP, que esperavam um fluxo positivo de R$ 100 milhões.
A explicação da companhia é estratégica: houve um consumo de R$ 1,1 bilhão em capital de giro, puxado por um nível recorde de estoques montado para atender às demandas de exportação da China e dos EUA no segundo semestre.
A empresa também viu o prazo de contas a receber aumentar e os adiantamentos de clientes caírem.
Embora a Minerva espere vender esses estoques e recuperar o caixa nos próximos meses, a queima imediata de recursos desagradou os analistas.
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