Foragido do 8 de Janeiro corta tornozeleira, foge para Argentina e vira fiscal de Flávio Bolsonaro
Foragido do 8 de Janeiro, Claudiomiro da Rosa Soares, de 52 anos, réu pelos ataques golpistas, cortou sua tornozeleira eletrônica com uma faca, fugiu do Brasil de bicicleta e reapareceu dois anos depois como fiscal do PL nas eleições presidenciais de 2026, na embaixada brasileira em Buenos Aires, na Argentina.
A história foi revelada nesta quinta-feira (29) pela jornalista Luciana Taddeo, da revista piauí, que entrevistou o bolsonarista na capital argentina.
Claudiomiro foi preso durante a invasão ao Supremo Tribunal Federal (STF) , em janeiro de 2023, e posteriormente colocado em liberdade provisória.
Em 5 de junho de 2024, rompeu a tornozeleira às margens do Rio das Balsas, no Maranhão, e jogou o equipamento na água.
Depois de pegar uma carona até o Tocantins, comprou uma bicicleta e percorreu cerca de 3 mil quilômetros em 30 dias.
Entrou na Argentina em 4 de julho de 2024, pela fronteira entre Dionísio Cerqueira (SC) e Bernardo de Irigoyen.
Segundo a Polícia Federal, a tornozeleira deixou de transmitir a localização em 6 de junho de 2024.
Em setembro daquele ano, agentes de monitoramento foram à casa do réu em Balsas (MA), onde ele morava e trabalhava como caminhoneiro, mas não o encontraram.
Havia indícios de que o imóvel estava desocupado havia cerca de dois meses.
Foragido do 8 de Janeiro virou fiscal do PL Segundo a reportagem da piauí, o foragido se cadastrou pelo site do PL, imprimiu sua credencial e compareceu à embaixada brasileira para fiscalizar a votação do primeiro turno, em 4 de outubro, representando o partido de Flávio Bolsonaro.
Apesar de questionar a segurança das urnas eletrônicas, Claudiomiro precisou da ajuda dos fiscais do PT para desempenhar sua função.
Segundo Renata Codas, coordenadora do núcleo petista na Argentina, ele não sabia sequer como registrar a zerésima, documento emitido antes da votação para comprovar que a urna não contém votos.
Claudiomiro estava credenciado para acompanhar as seções eleitorais instaladas no Palácio Pereda, sede da embaixada.
Os brasileiros que vivem na Argentina votaram apenas para presidente.
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