Flávio Bolsonaro critica em comício aumento do Bolsa Família anunciado por Lula
O senador de extrema direita e postulante ao Palácio do Planalto Flávio Bolsonaro (PL) disparou duras investidas contra a decisão do Executivo de reajustar os repasses aos beneficiários do maior programa de transferência de renda do país, o Bolsa Família.
As declarações foram proferidas durante passagem do parlamentar pelo interior baiano, onde cumpria agenda eleitoral.
O estopim para o embate direto entre os adversários ocorreu após o anúncio oficial feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em cerimônia realizada no Palácio do Planalto.
O chefe de Estado confirmou uma atualização nos valores do Bolsa Família: o piso nacional pago por família sofrerá um acréscimo, elevando o valor mínimo de R$ 600 para R$ 691 a partir do próximo mês, enquanto o benefício médio repassado aos lares vulneráveis saltará de R$ 675 para R$ 777.
Ao discursar para simpatizantes na cidade de Vitória da Conquista, importante entreposto do sudoeste da Bahia, o candidato do PL classificou a iniciativa do governo federal como “uma manobra artificial” para influenciar o eleitorado a poucos dias da votação.
Em tom irritado, o senador argumentou que a expedição do decreto em período eleitoral “fere as balizas legais” e configura uma tentativa desesperada de reverter o cenário político no Nordeste, tradicional reduto governista.
Diante do público reunido no ato de campanha, o parlamentar cobrou cautela dos eleitores em relação às promessas da gestão petista, comparando o novo reajuste às diretrizes econômicas e sociais apresentadas pela candidatura adversária.
Na avaliação de Flávio Bolsonaro, a decretação do aumento a 17 dias do pleito “desrespeita os limites impostos pela legislação eleitoral” sobre o uso da máquina pública e demonstra fragilidade da atual administração diante da pressão das urnas.
Só para efeitos comparativos, o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), também concedeu reajuste no mesmo programa e no mesmo período em 2022.
A reação inflamada reflete o peso estratégico que os programas sociais exercem nas disputas presidenciais, sobretudo em regiões onde a cobertura da rede de proteção cidadã é mais ampla.
Enquanto o Planalto revisa os valores buscando recompor o poder de compra da população de baixa renda diante das oscilações de custos essenciais, a oposição apenas enxerga o ato como um movimento de uso instrumental do orçamento federal para fins eleitorais.
Com os ânimos acirrados, a controvérsia em torno do Bolsa Família passa a ocupar o centro do debate político nacional na contagem regressiva para as urnas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistaforum.com.br — o conteúdo pertence a Revista Fórum.