Os mapas que explicam virada de Lula e derrota de Flávio; veja sua cidade
O presidente Lula conquistou 10,4 milhões de votos entre o primeiro e o segundo turno das eleições de 2026. Passou de 45,2% dos votos para 51,8%, uma alta de 6,6 pontos percentuais, que lhe deu a vitória.
Já Flávio Bolsonaro conseguiu 3,7 milhões de votos adicionais. Foi de 47% para 48,2%, crescimento de 1,2 ponto ponto percentual.
O percentual de votos no petista cresceu em praticamente todas as cidades do país entre o primeiro e o segundo turno. O mapa mostra, em tons de vermelho, onde Lula mais ampliou a votação.
O presidente só registrou quedas em quatro municípios de pequeno porte. A maior foi em Belo Monte, pequena cidade no sertão de Alagoas, onde foi de 68% para 62% dos votos entre os dois turnos. Foram cerca de 300 votos a menos. As outras três cidades são no interior do Nordeste.
As maiores altas ocorreram em cidades onde candidatos da terceira via tiveram votação mais expressiva no primeiro turno. É o caso de municípios de Goiás, onde Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador, teve suas melhores votações, e de Colina (SP), cidade natal de Augusto Cury (Avante).
Em Guarani de Goiás, Lula teve o maior aumento de votos. Foi de 40% para 62% dos votos. No primeiro turno, Caiado ficou com 32% dos votos da cidade, à frente até de Flávio Bolsonaro. O resultado indica que a maior parte dos votos do ex-governador goiano na cidade migraram para Lula.
Lula teve outros polos de crescimento: as regiões metropolitanas de São Paulo e Belo Horizonte, o centro de Minas e o Sul do Rio Grande do Sul.
No primeiro turno, Itabirito (MG) deu vitória a Flávio, com 46% dos votos, contra 41% para Lula. No segundo turno, a cidade virou: Lula obteve 52% dos votos e Flávio, 47%.
Isso não significa, necessariamente, que os eleitores da cidade votaram em um candidato no primeiro turno e em outro no segundo turno. Tanto Lula quanto Flávio tiveram mais votos no último domingo.
Mas o crescimento de Lula foi maior —mais que o dobro de novos votos em comparação com Flávio. Lula pode ter recebido a maior parte dos votos dados aos demais candidatos no primeiro turno e também das pessoas que só votaram no segundo —a abstenção na cidade caiu entre os turnos.
Já a votação percentual de Flávio Bolsonaro caiu em 1.700% cidades —cerca de 30%.
Em Rafael Godeiro, pequena cidade no interior do Rio Grande do Norte, Flávio foi de 43% para 34% entre os dois turnos. Foi a maior queda do candidato entre todos os municípios. A cidade não teve aumento de comparecimento. A explicação para a queda de Flávio é a virada de votos dele para Lula.
Em seguida, onde a votação percentual de Flávio mais caiu foi em Paranhos, interior do Mato Grosso do Sul.
Aqui, a explicação é diferente. Flávio caiu de 44%, no primeiro turno, para 39% no segundo turno. Seu número de votos foi praticamente idêntico nas duas rodadas, cerca de 2.600. Mas o número de pessoas que foram votar no segundo turno na cidade aumentou 12%. Provavelmente, a grande maioria delas votou em Lula e fez Flávio cair no balanço final.
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