Mansão em Angra: entenda tudo sobre a disputa entre Willer Tomaz, amigo de Flávio, e Richarlison
Uma mansão no valor R$ 10 milhões localizada na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, é o centro de uma disputa judicial que envolve o advogado Willer Tomaz , amigo íntimo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o atleta Richarlison, ex-seleção brasileira.
Em uma trama que envolve disputas judiciais e movimentos suspeitos da Secretaria do Patrimônio da União, o caso pode ser uma pedra no sapato da campanha à presidência do candidato do bolsonarismo.
O caso, que veio a público em setembro de 2022 em reportagem do Metrópoles assinada pelo colunista Guilherme Amado, mas ganhou novos contornos a apresentação de uma notícia-crime à Polícia Federal pelo deputado Rogério Correia (PT-MG), que pede a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Flávio Bolsonaro.
Nessa matéria, vamos explicar tudo sobre o caso.
A denúncia de Richarlison e o epicentro da disputa O imóvel em questão fica na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, e é descrito como uma das propriedades mais cobiçadas da Costa Verde fluminense.
A mansão foi adquirida pela empresa Sport 70, de Richarlison e do empresário Renato Velasco .
O jogador afirma que pagou pelo imóvel e nunca recebeu o valor de volta após perder a posse judicialmente.
A disputa é entre propriedade e posse.
A história começa em julho de 2020, quando Flávio Bolsonaro visitou a mansão em Angra dos Reis e demonstrou interesse imediato.
O então proprietário informou que a venda já havia sido fechada com a Sport 70.
Mesmo assim, o senador retornou ao local em janeiro de 2021, desta vez acompanhado de Willer Tomaz, que chegou de lancha e demonstrou interesse pelo imóvel.
Pouco depois, Tomaz iniciou a ofensiva judicial para usufruir do imóvel.
A disputa formal, porém, não opõe Richarlison diretamente a Flávio Bolsonaro: de um lado está a Sport 70; do outro, a WT Administração, empresa do advogado Willer Tomaz.
O que torna o caso politicamente explosivo é justamente o que está nas margens do processo: o interesse prévio de Flávio Bolsonaro pelo imóvel, sua presença como testemunha na ação movida por Tomaz e a sobreposição de conexões entre o senador, o advogado e uma série de investigações em curso.
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