Medicamento poderia prevenir trauma infantil, sugere estudo
Pesquisadores usaram camundongos em estudo de medicamento experimental que poderia beneficiar humanos.
Pixabay/Reprodução O trauma costuma ser tratado como algo que a pessoa carrega consigo: algo a ser administrado, elaborado ou, às vezes, amenizado.
Raramente é visto como algo que poderia ser impedido antes mesmo de se instalar.
Foi exatamente essa hipótese que um grupo de pesquisadores de Munique, na Alemanha, e Estocolmo, na Suécia, decidiu testar.
Para isso, os cientistas tornaram os primeiros dias de vida de camundongos mais difíceis.
As mães receberam muito menos material para construir ninhos e forrar o ambiente do que normalmente receberiam.
Isso foi suficiente para tornar seus cuidados mais irregulares e os primeiros dias de vida dos filhotes mais imprevisíveis.
Os camundongos criados nessas condições adversas cresceram aparentemente saudáveis, sem sinais visíveis de doença ou qualquer problema evidente.
Mas, quando os pesquisadores os reuniram em grupos para observar seu comportamento social, surgiu um padrão recorrente.
Repetidamente, esses animais terminavam nos níveis mais baixos da hierarquia social, primeiro na adolescência e depois novamente na vida adulta.
A infância difícil não deixara marcas visíveis, mas parecia ter determinado a posição social que ocupariam pelo resto da vida.
Quando alguns deles receberam um medicamento experimental, esse padrão desapareceu.
O estudo, publicado em junho, foi liderado conjuntamente por Mathias Schmidt, do Instituto Max Planck de Psiquiatria e Juan Pablo Lopez, do Instituto Karolinska.
Agora no g1 Como o trauma na infância afeta o cérebro e o corpo? Tudo começa com o cortisol, o principal hormônio do estresse do organismo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.