Trump ameaça atacar Omã por negociações com o Irã
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O presidente dos Estados Unidos , Donald Trump , disse nesta segunda-feira (17) que irá atacar Omã caso o sultanato árabe busque dividir o controle do estreito de Hormuz com o Irã . "Se Omã se meter no caminho, vamos bombardeá-los para c...", disse.
A fala presidencial foi relatada pelo jornalista da Fox News Trey Yingst, baseado em Tel Aviv, que é um interlocutor frequente de Trump.
É a primeira vez que o republicano ameaça diretamente um país árabe desde que iniciou sua guerra, ao lado de Israel , contra o Irã, em 28 de fevereiro. Até então, Omã era o país que conduzia a mediação entre americanos e iranianos acerca do programa nuclear dos aiatolás.
Quando a guerra começou, o sultanato acabou sendo alvo de ataques retaliatórios dos iranianos, o que gerou surpresa e repúdio no governo local.
Foram 66 lançamentos de mísseis e drones até o cessar-fogo de 17 de junho e 4 depois, segundo o Instituto para Estudos de Segurança Nacional (Israel).
Trump rompeu a trégua após Teerã atacar navios no estreito, por onde antes do conflito passava um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, no começo de julho. Ele a retomou por falta de eficácia militar nas ações limitadas.
Ao mesmo tempo, manteve um bloqueio naval ao Irã que até o dia 14 desviou 62 navios, desabilitou 3 e abordou 2. Já Teerã manteve a ameaça de atacar quem passar por Hormuz sem pedir permissão e pagar um pedágio por sua carga.
Na prática, o estreito está fechado, registrando níveis mínimos de trânsito —menos de 10% do número de embarcações que por lá trafegavam antes da guerra.
Os iranianos então retomaram negociações diretas com Omã, que controla a margem sul de Hormuz e metade de suas águas. Na semana passada, Teerã disse que esse diálogo era independente de qualquer acordo com os americanos, o que levou à fúria de Trump.
Primeiro, ele disse que iria declarar o estreito americano após o fim do conflito. Agora, ameaça um país que até então era aliado no esforço para conter os iranianos. Omã é um país muito limitado do ponto de vista de dissuasão militar, apesar de investir proporcionalmente muito em defesa: 6,3% de seu PIB.
Mas sua defesa era, até aqui, baseada em coordenação com os ativos americanos e britânicos no Golfo Pérsico. Por óbvio, a fala de Trump pode ser bravata, mas marca uma inflexão na relação.
Ao jornalista da Fox News o presidente também confirmou algo que há muito já se suspeitava: que existe um relacionamento direto, por canais secretos, entre Washington e a Guarda Revolucionária do Irã, o verdadeiro poder no país.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.