Jalles Machado tem prejuízo de R$ 74 milhões no 1º tri da safra 2026/27
São Paulo, 17 - A Jalles Machado registrou prejuízo líquido de R$ 74,1 milhões no primeiro trimestre da safra 2026/27, alta de 429,3% ante a perda de R$ 14,0 milhões em igual período da safra anterior.
A receita líquida caiu 32,6%, para R$ 340,4 milhões, pressionada pelo menor volume comercializado e pelo ambiente de preços mais baixos para açúcar e etanol.
O Ebitda ajustado recuou 41,7%, para R$ 157,2 milhões.
Com a inclusão dos efeitos da liquidação de hedge de açúcar e câmbio, o indicador ficou em R$ 269,4 milhões, queda de 2,8%.A receita operacional bruta somou R$ 397,1 milhões, queda de 30,9%.
No mercado externo, a receita recuou 72,0%, para R$ 38,4 milhões, enquanto no mercado interno caiu 18,0%, para R$ 358,7 milhões.
Segundo a companhia, além dos preços menores, a retração refletiu o menor volume comercializado e a estratégia de formação de estoques, principalmente de etanol, para buscar melhores oportunidades de venda ao longo da safra e na entressafra.A administração afirmou que a política de hedge foi relevante para a proteção das margens diante do ambiente de preços mais pressionados.
A liquidação de instrumentos financeiros de açúcar e câmbio somou R$ 112,2 milhões no trimestre, e as posições fixadas antes do início da safra estavam em preço médio de R$ 2.489 por tonelada, patamar "significativamente superior aos preços atuais de mercado".Para a companhia, a safra 2026/27 combina recuperação dos indicadores operacionais com um cenário ainda desafiador para os preços.
"A alocação eficiente de capital, a disciplina comercial, a flexibilidade produtiva e a efetividade da política de hedge seguem como pilares fundamentais para a preservação de margens e a maximização da geração de valor sustentável", afirmou a administração.A dívida líquida encerrou junho em R$ 1,892 bilhão, alta de 2,3% em 12 meses.
O caixa e aplicações somaram R$ 1,640 bilhão, alta de 8,8%, montante equivalente a 9,8 vezes a dívida de curto prazo e suficiente, segundo a companhia, para cobrir amortizações até a safra 2029/30.
A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado dos últimos 12 meses, subiu de 1,3 vez para 1,6 vez.
Segundo a Jalles, a alta da dívida líquida refletiu principalmente o menor fluxo de caixa operacional, em razão da maior estocagem de etanol para comercialização ao longo da safra 2026/27.
Cresce moagem de cana A Jalles Machado moeu 3,129 milhões de toneladas de cana no primeiro trimestre da safra 2026/27, alta de 10,1% ante igual período do ciclo anterior.
A produtividade agrícola subiu 7,4%, para 89,6 toneladas por hectare, 6,1 t/ha acima da média do Centro-Sul, de 83,5 t/ha.
A companhia atribuiu a recuperação às condições climáticas mais favoráveis, após uma safra marcada por eventos adversos em Goiás e Minas Gerais, e à consistência das práticas agronômicas."A melhor distribuição de chuvas ao longo da entressafra favoreceu o desenvolvimento dos canaviais", afirmou a administração.
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