Após criticar Infantino, diretor da Fifa é demitido; entenda
A FIFA confirmou nesta segunda-feira (17) a demissão do diretor de operações, Kevin Lamour.
O ato vem semanas depois de criticar publicamente o plano do presidente Gianni Infantino de vender uma participação em seu negócio de torneios, incluindo a Copa do Mundo.
“FIFA pode confirmar que a relação de trabalho entre a FIFA e Kevin Lamour, como diretor de operações da FIFA, terminou em 17 de agosto de 2026”, disse um porta-voz da FIFA.
“A FIFA agradece a Kevin por seus dois anos de serviço e deseja a ele boa sorte no futuro.
Nenhum comentário adicional será feito sobre o assunto”, acrescentou o porta-voz.
Leia Mais Crise na Fifa: Confederações criticam falta de transparência Uefa diz ter perdido confiança em Infantino após recuo da Fifa Copa à venda? Entenda o movimento da Fifa que deixou a Uefa furiosa O secretário-geral da FIFA, Mattias Grafström, informou aos funcionários e aos membros do Conselho sobre a saída de Lamour em uma carta enviada nesta segunda-feira.
Segundo a Sky News, ele afirmou que os dois lados haviam “concordado em seguir caminhos separados” após discussões recentes.
Lamour havia criticado publicamente a proposta no mês passado, afirmando que os funcionários da FIFA haviam sido “enganados” em relação ao plano e descrevendo-o como “o projeto de uma única pessoa”.
“Nossa missão […] é servir ao futebol.
Não servir aos interesses pessoais de uma pessoa que, infelizmente, acredita que representa a FIFA, quando deveria estar a serviço dela”, disse Lamour em um comunicado na ocasião.
Os comentários de Lamour foram feitos poucas horas depois de Carlos Cordeiro, um conselheiro sênior de Infantino, renunciar em protesto contra a proposta, classificando-a como “um mau negócio para o futebol”.
Lamour entrou para a FIFA em novembro de 2024.
Antes disso, ele havia feito parte do círculo mais próximo de Infantino e participado da campanha que levou à eleição de Infantino como presidente da FIFA em 2016.
A divergência interna ocorreu enquanto a FIFA enfrentava ampla oposição ao seu plano de criar uma subsidiária de 20 bilhões de dólares para administrar seus torneios, incluindo a Copa do Mundo, e vender até 20% de participação a investidores externos.
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