Empresa ignora denúncias de assédio e terá que pagar R$ 151 mil a trabalhadora
Uma analista de faturamento que desenvolveu Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) depois de sofrer assédio moral no trabalho deverá receber R$ 151 mil .
A condenação foi imposta à Refinaria da Amazônia (Ream), antiga Refinaria de Manaus.
O juiz André Fernando dos Anjos Cruz, reconheceu que as humilhações praticadas pelo gestor contribuíram para o adoecimento da funcionária.
A sentença também responsabilizou a empresa por não adotar providências eficazes, mesmo depois de receber e apurar as denúncias.
Do valor total, R$ 80 mil correspondem à indenização por danos morais e pela doença ocupacional.
O restante está relacionado à estabilidade provisória que a empregada teria direito caso não tivesse sido dispensada.
A decisão foi proferida na primeira instância e ainda pode ser contestada por meio de recurso.
Cobranças continuavam fora do expediente A trabalhadora exerceu o cargo de analista de faturamento durante quase dois anos.
Segundo seu relato, o superior hierárquico mantinha uma postura agressiva, com cobranças excessivas, humilhações e exigências feitas fora do horário de trabalho, inclusive em finais de semana e feriados.
Diante da situação, ela denunciou o gestor ao setor de compliance, ao superintendente e ao diretor da empresa.
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