Nova York entra em estado de emergência devido a surto de sarampo
O estado de Nova York , nos Estados Unidos, declarou situação de emergência em toda a região devido ao surto de sarampo que já provocou 108 casos este ano na região – 92 deles apenas entre 15 de julho e 3 de outubro.
Os EUA enfrentam o pior surto de sarampo desde 1991 , nove anos antes de o país ser declarado livre da transmissão endêmica da doença.
Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), já foram relatados quase 3,9 mil casos em 2026 , número 70% maior que o registrado ao longo de todo o ano de 2025, quando os EUA já haviam enfrentado o pior avanço da doença em décadas.
Em Nova York, sete casos foram registrados na cidade homônima (Nova York), enquanto os outros 101 estão distribuídos por diferentes áreas da região, incluindo comunidades rurais com baixa cobertura vacinal , informou o gabinete do governador. +Leia também: Sarampo: novos casos são confirmados em São Paulo e no Amazonas Cenário do sarampo nos EUA Boa parte dos casos de sarampo registrados nos Estados Unidos está concentrada na Pensilvânia , principalmente em condados rurais próximos à fronteira com Nova York.
Continua após a publicidade Até esta segunda-feira, 5, a Pensilvânia já somava 1,4 mil casos , dos quais 106 foram registrados nos últimos sete dias .
É o maior surto de sarampo na região em mais de 30 anos.
Além disso, ao todo, os CDC registraram oficialmente duas mortes relacionadas ao sarampo nos Estados Unidos em 2026.
No entanto, as autoridades de saúde da Pensilvânia contabilizaram separadamente cinco óbitos associados à doença no estado, além de 198 hospitalizações, 32% delas entre pessoas com menos de 18 anos.
Ao todo, há casos notificados em 47 das 51 jurisdições do país, como Oklahoma, Carolina do Sul, Missouri, Flórida, Texas e Utah.
Por que os casos estão subindo nos EUA O sarampo foi declarado eliminado nos Estados Unidos em 2000, graças a uma porcentagem alta de pessoas que receberam a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola ( tríplice viral ).
Continua após a publicidade Esse imunizante deve ser tomado aos 12 e aos 15 meses de idade.
No entanto, nos últimos anos, a cobertura entre crianças caiu no país .
A taxa diminuiu de 95,2% — a meta mínima ideal — no ano letivo de 2019 a 2020 para 92,4% no ano letivo de 2025 e 2026, deixando aproximadamente 280 mil crianças em risco no país.
Vale dizer que 93% das pessoas que contraíram a doença nos Estados Unidos nesses novos surtos não estavam vacinadas ou apresentavam histórico vacinal desconhecido. +Leia também: E se as vacinas desaparecessem? Veja simulação que projeta futuro sem imunizantes Continua após a publicidade Outro fator importante para explicar o boom é a circulação internacional do vírus .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em saude.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja Saúde.