Ao se entenderem como lésbicas, mulheres podem viver virada de chave sexual
Na próxima sexta-feira (29/8), Dia da Visibilidade Lésbica , falar sobre lesbianidade também é chamar atenção para as descobertas que acontecem quando uma mulher entende e vive a própria sexualidade.
Para algumas, esse processo vem acompanhado de uma verdadeira virada de chave na vida sexual — já que o prazer deixa de corresponder ao que sempre pareceu esperado e passa a ser explorado a partir do próprio desejo.
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Ao Metrópoles , ela conta que, desde mais nova, sabia que gostava de mulheres, mas carregava também a sensação de que deveria gostar de homens.
“Sempre percebi que me forçava inconscientemente a gostar deles”, relata.
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1 de 4 O sexo é um dos pilares para uma vida saudável, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) PeopleImages/Getty Images 2 de 4 Uma vida sexual ativa e saudável tem impacto direto no bem-estar Yana Iskayeva/Getty Images 3 de 4 O prazer e o orgasmo liberam hormônios responsáveis pela diminuição do estresse e pela melhora do sono Getty Images 4 de 4 É possível manter a sexualidade ativa e saudável até a terceira idade filadendron/Getty Images Embora nunca tenha se relacionado romanticamente com nenhum rapaz, a percepção sobre a sexualidade não aconteceu de uma hora para outra, fazendo com que ela não compreendesse o tipo de experiência que procurava.
“Foi uma percepção construída aos poucos.
Eu ainda fiquei e transei com homens até finalmente perceber que, de fato, não era o que eu gostava.” Para a sexóloga Camila Voluptas, parte dessa dificuldade em reconhecer o próprio desejo está relacionada à chamada heterossexualidade compulsória — conceito que descreve a pressão social para que mulheres considerem os homens como parte natural de suas trajetórias afetivas e sexuais.
“ Desde a infância, a mulher é bombardeada com a ideia de que o seu sucesso de vida, segurança e completude dependem de um homem.
É perfeitamente possível amar um homem platonicamente, admirar seu intelecto ou gostar da sua companhia.
No entanto, o roteiro social dita que, se há afeto, deve haver sexo”, afirma ao explicar como esse cenário pode confundir sentimentos como admiração, carinho ou vontade de ser escolhida com atração sexual.
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