Ana Lúcia Torre transforma 60 anos de carreira em espetáculo e revela ‘frio na barriga’ antes de entrar no palco: 'Se não tiver, não tem graça'
Ana Lúcia Torre fala sobre vida e carreira em entrevista à TV TEM Aos 80 anos e com seis décadas de carreira, a atriz Ana Lúcia Torre está em Itapetininga (SP) com o espetáculo “Olhos nos Olhos”, com dramaturgia e direção de Sergio Módena.
Na montagem, a atriz revisita memórias da própria trajetória a partir de letras de músicas de Chico Buarque.
O espetáculo aborda temas como amor, maternidade, separação, resistência, sociedade e passagem do tempo.
Itapetininga é a primeira cidade do interior de São Paulo a receber a turnê, que terá oito apresentações no município até 23 de agosto, no Sesi.
Depois, a montagem segue para outras cidades do estado, como São Carlos, Ribeirão Preto, Guarulhos e Jundiaí. 📲 Participe do canal do g1 Itapetininga e Região no WhatsApp Apesar de ter viajado pelo interior paulista desde a infância, por ter familiares na região, a atriz contou ao g1 que nunca havia estado em Itapetininga.
A escolha do município para abrir a turnê, segundo ela, faz parte de um circuito realizado pelo Sesi.
“O nosso start é aqui”, afirma Ana Lúcia.
Nascida em São Paulo, em 21 de abril de 1945, Ana Lúcia Torre começou a trajetória artística no teatro e construiu uma carreira marcada por personagens em novelas, séries e filmes.
Ao longo da carreira, participou de produções como Alma Gêmea, O Cravo e a Rosa, Dona Xepa, Verdades Secretas e, mais recentemente, Travessia, além de trabalhos no cinema e em diversas montagens teatrais.
Aos 80 anos, Ana Lúcia Torre leva histórias de vida e músicas de Chico Buarque em espetáculo em cartaz em Itapetininga (SP) Divulgação 'Frio na barriga' após 60 anos Mesmo depois de seis décadas nos palcos, a atriz diz que ainda sente "frio na barriga" antes de entrar em cena — e considera isso essencial para o trabalho.
“Se não tiver, não tem graça.
Eu acho que é isso que deixa a gente pronto internamente para começar a fazer.
Porque se você, quando entra no palco, não tem paixão, aí não tem graça nenhuma”, conta.
Ela descreve os instantes que antecedem o início da apresentação como um momento de “frisson”.
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