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Cosan (CSAN3) cai após abrir em alta mesmo com prejuízo 66% menor no 2T26

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Cosan (CSAN3) cai após abrir em alta mesmo com prejuízo 66% menor no 2T26

As ações da Cosan ( CSAN3 ) operam em baixa nesta segunda-feira (17), após abrirem em alta, mesmo com a companhia apresentando melhora no resultado do segundo trimestre de 2026 (2T26).

Às 12h55, os papeís da companhia recuavam 2,42%, cotados a R$ 3,23.

A Cosan registrou prejuízo líquido atribuível aos acionistas controladores de R$ 320 milhões no período , uma redução de 66% ante a perda de R$ 946 milhões registrada um ano antes.

O resultado foi beneficiado pela queda das despesas financeiras, pela melhora da equivalência patrimonial das investidas e pela redução das despesas corporativas.

Por outro lado, o desempenho foi parcialmente pressionado por um impairment relacionado ao Terminal de Uso Privado (TUP) Porto São Luís.

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A companhia também apresentou redução das despesas gerais e administrativas, refletindo os esforços de corte de custos, enquanto registrou perdas por desvalorização não monetárias relacionadas aos ativos da Radar e ao Porto de São Luís.

Na holding, o fluxo de caixa foi beneficiado pela entrada de R$ 2,3 bilhões provenientes do IPO da Compass.

Com isso, a dívida líquida expandida caiu R$ 2,1 bilhões, para R$ 12,3 bilhões.

Apesar da redução do endividamento, o índice de cobertura de juros recuou para 0,2 vez, ante 1,2 vez no 2T25, devido à queda dos dividendos recebidos nos últimos 12 meses.

Para o BBI, a perspectiva de melhora está relacionada à projeção da Cosan de encerrar 2026 com cobertura de juros entre 0,8 e 1,2 vez.

A estimativa considera o recebimento de R$ 1,3 bilhão a R$ 1,8 bilhão em dividendos, incluindo recursos provenientes da recente venda de terrenos da Radar.

Apesar dos avanços na desalavancagem, o BBI reduziu o preço-alvo da Cosan para o fim de 2027 para R$ 4,60 por ação, ante R$ 7 para o fim de 2026 anteriormente.

O corte reflete principalmente a revisão para baixo das expectativas de dividendos das subsidiárias, especialmente Rumo e Moove, e a elevação do custo de capital próprio (Ke) para 16%, ante 15% anteriormente.

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