Casas Bahia afirma à CVM que avalia alternativas após crise financeira
A Casas Bahia, que pediu recuperação judicial no domingo (16.ago.2026), informou em comunicado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) que mantém negociações com agentes do mercado para buscar alternativas à sua situação financeira, mas que nenhuma operação de captação de recursos foi contratada ou aprovada até o momento.
Leia a íntegra (324 kB).
O comunicado foi enviado na 3ª feira em resposta a questionamento da CVM sobre reportagem publicada no site Brazil Journal.
A notícia afirma que a Casas Bahia buscava um DIP, tipo de financiamento destinado a empresas em recuperação judicial, de até R$ 1 bilhão.
A varejista negou que haja qualquer definição sobre esse tipo de operação.
“Ainda não há quaisquer definições relacionadas a eventual operação dessa natureza, seja de tamanho, prazo ou contraparte, razão pela qual inexiste informação a ser divulgada no atual momento” , afirma a empresa em nota.
A companhia afirmou que avalia um conjunto de alternativas para melhorar seu balanço e alongar o perfil de endividamento.
Medidas em avaliação Entre as alternativas sob análise da Casas Bahia estão a renegociação de prazos de pagamento a fornecedores, a obtenção de recursos adicionais por meio de mecanismos de transação tributária e a liberação de valores depositados em juízo.
A petição de recuperação judicial, disponibilizada ao mercado conforme a Resolução CVM nº 80/22, menciona essas medidas, incluindo o pedido de levantamento de depósitos trabalhistas.
Todas essas alternativas, segundo a empresa, ainda estão em fase de avaliação.
Nenhuma delas tem confirmação de adoção ou prazo para concretização.
No balanço do 2º trimestre, o Grupo Casas Bahia divulgou fluxo de caixa livre de R$ 1 bilhão e redução nos estoques de R$ 1,15 bilhão, dados que constam do fluxo de caixa gerencial.
O alongamento do prazo de pagamento a fornecedores no 1º trimestre havia sido indicado nos comentários sobre o ciclo financeiro no release do mesmo período.
A empresa informou ainda, em seu último balanço, que pretende reduzir o Capex (investimentos em ativos) e diminuir o custo estrutural por meio do redimensionamento do quadro de pessoal e das despesas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.poder360.com.br — o conteúdo pertence a Poder360.