Brasil possui 2 milhões de trabalhadores por aplicativo, diz IBGE
Em 2025, o Brasil possuía 2 milhões de trabalhadores por aplicativos – seja fazendo um trabalho secundário ou principal.
Desses, sua maioria, 1,2 milhão, usava apps de transporte de passageiros, o que representa 58,9% desse contingente.
Os dados são da PNAD Contínua , publicada nesta sexta-feira, 4, pelo IBGE .
No mesmo período, o Brasil tinha 102,4 milhões de pessoas ocupadas, ou seja, os trabalhadores por aplicativo representavam 1,9% do total de trabalhadores.
No período analisado, a população plataformizada era constituída principalmente por homens (84,4%), enquanto o percentual de mulheres estava em 15,6%.
E, em relação à idade, 47% tinham de 25 a 39 anos.
E, entre as motivações para fazer este trabalho, seja como motorista ou entregador, a maioria foi por não ter encontrado um outro ofício.
Entre as outras motivações estão flexibilidade e rendimento maior do que em outros trabalhos disponíveis.
Dos 2 milhões, 1,8 milhão utilizavam as plataformas digitais em seu trabalho principal, o equivalente a 2% dos 89,6 milhões de trabalhadores do setor privado, e 182 mil exerciam essa atividade no trabalho secundário.
O contingente de trabalhadores usando apps como ocupação principal cresceu 36,8% entre 2022 (1,3 milhão) e 2025 e 9,1%, em comparação com 2024 (1,7 milhão), de acordo com os percentuais divulgados pela PNAD Contínua.
E, entre os trabalhadores que usavam apps para trabalhar, ou seja, 2 milhões: – 1,2 milhão usava no transporte de passageiros, o equivalente a 58,9% do total.
Desses, 232 mil usavam aplicativos exclusivos para táxi, e 1,1 milhão trabalhava com apps de transporte de passageiros diferentes de táxi. – 376 mil eram entregadores. – 313 mil trabalhadores usavam apps de serviços gerais ou profissionais, representando 16% do total de pessoas que trabalhavam por meio de plataformas digitais de serviços.
Jornadas mais longas e previdência Já em comparação com o tempo médio de horas trabalhadas por semana, aqueles trabalhadores plataformizados trabalharam 44,7 horas por semana, 5,4 horas a mais, se comparado com os demais trabalhadores no setor privado (39,3 horas por semana).
E, por hora, os não plataformizados recebiam R$ 18,4/hora e os plataformizados, R$ 16,20, uma diferença de 12%.
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