Crítica | Com Andrew Scott e Brendan Fraser, ‘Pressão’ apresenta uma perspectiva diferente dos clássicos dramas de guerra
Considerando que o cinema pode ser encarado como um reflexo da realidade, não é surpresa que diversas produções fílmicas tenham fincado suas raízes em eventos históricos – com um dos mais explorados sendo os anos que envolveram a II Guerra Mundial. Se pararmos para pensar um pouco, são diversos os títulos que exploraram as intrincadas engrenagens bélicas que assolaram a Europa entre os anos 1930 e 1940, incluindo dramas como ‘A Vida É Bela’ e ‘A Lista de Schindler’ , épicos como ‘Dunkirk’ e ‘O Resgate do Soldado Ryan’ , e romances como ‘Casablanca’ e ‘O Paciente Inglês’ . E, enquanto a maioria dessas produções oferece uma perspectiva similar para esse instável e perigoso período, o diretor Anthony Maras decidiu esquadrinhar um tipo de narrativa um tanto diferenciada com o drama ‘Pressão’ , que chega aos cinemas nacionais no próximo dia 3 de setembro .
A produção é centrada em James Stagg ( Andrew Scott ), um Capitão de Grupo muito habilidoso e inteligente que é recomendado pelo próprio primeiro-ministro inglês Winston Churchill para trabalhar como chefe de meteorologia das Forças Expedicionárias Aliadas – que são supervisionadas pelo General Eisenhower ( Brendan Fraser ). O militar faz um pedido simples, mas crucial para James: fornecer uma previsão de tempo certeira para o dia 5 de junho de 1944, uma segunda-feira que será marcada pela invasão da Normandia, até então controlada pelos nazistas, em uma tentativa final de impedir que a Alemanha, a Itália e o Japão saiam vitoriosos da guerra. Conhecido também como Dia D , Eisenhower planeja, ao lado de uma poderosa coligação, por um fim em um conflito que se estende há mais de meia década.
Stagg não está sozinho nesta empreitada, visto que é forçado a trabalhar com o Coronel Irving P. Krick ( Chris Messina ), um outro meteorologista que ganhou notoriedade por garantir, através de suas análises climáticas, vitórias de extrema importância para os Países Aliados – e, dessa forma, tornando-se braço-direito de Eisenhower. O problema é que os dois têm visões bastante conflitantes sobre as condições do Dia D : Krick, utilizando mapas analógicos e comparações com cenários similares, afirma que o ataque poderá acontecer sem muitos obstáculos; Stagg, por sua vez, observa a chegada de uma poderosa tempestade que tornará a investida dos Aliados praticamente impossível, varrendo quaisquer chances de derrotar os nazistas.
A partir daí, a narrativa central se desenrola, apoiando-se em um complexo tabuleiro de xadrez que leva cada um dos personagens a correr contra o tempo e a enfrentar uma dura realidade que está prestes a mudar para sempre o destino da humanidade.
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