Foto da vitória de Lula tem 'troca de guarda' com 2022; veja quem entrou e quem saiu
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O presidente Lula ( PT ) se cercou de jovens e políticos que despontaram ou se destacaram no cenário político brasileiro nas eleições de 2026 no discurso em que comemorou sua quarta vitória presidencial, neste domingo (25).
Em comparação a 2022, quando o petista conquistava seu terceiro mandato, houve uma "troca de guarda", com maior presença de políticos com grande alcance nas redes sociais. São os casos do deputado federal eleito pelo PSOL de São Paulo, Guilherme Cortez , 28, e do deputado federal André Janones (Rede-MG), destaque da campanha de Lula no segundo turno.
Na foto da vitória de 2022, Janones está no canto direito, atrás da ex-presidente Dilma Rousseff, e do tradutor de Libras (Língua Brasileira de Sinais), e Fonteles não aparece nela. Cortez também não estava, pois ainda não havia se candidatado.
Em seu discurso, Lula contou ter ganhado um celular do prefeito do Piauí e disse que vai "conversar muito" com o povo brasileiro. Ele usou o novo aparelho para entrar no canal "Exército do Lula" e passou a ser chamado de "marechal" por Janones, apelidado de "general".
A imagem de 2026 contrasta com a da vitória de Lula em 2022, quando reuniu uma ampla frente democrática, incluindo parlamentares de centro, e privilegiou a velha guarda do PT. Na foto oficial do pleito passado, quem segurava o microfone e o ajudava com o discurso era a primeira-dama, Rosângela da Silva, conhecida como Janja.
Neste ano, ao seu lado estava Janones, embora a primeira-dama tenha permanecido no palco. Janones ficou o Cortez, que teve papel importante para o crescimento de Lula em São Paulo. Na capital paulista, o petista saltou de 3 milhões para 3,8 milhões de votos, enquanto o rival do PL foi de 2,7 milhões para 3 milhões.
Outra figura que não esteve na foto deste ano foi Gleisi Hoffmann , presidente do PT em 2022. Em seu lugar estava o sociólogo Edinho Silva, novo presidente do partido, eleito deputado federal pela cidade de Araraquara (273 km), que governou por 16 anos, em quatro mandatos.
Edinho chegou a ter participação maior na comunicação da campanha, coordenando-a ao lado de Sidônio Palmeira , ministro da Comunicação Social. Ele ganhou companheiros de coordenação após o mau desempenho de Lula no primeiro turno, em especial no Nordeste. A votação do petista, que o colocou em segundo lugar, atrás de Flávio Bolsonaro (PL), foi motivo de bronca de Lula ao presidente do PT .
"Eu acho que nós fizemos uma campanha aquém da minha possibilidade. Acho que a gente poderia ter feito mais. Eu disse para o Edinho que essa foi a campanha menos organizada em que eu participei desde 1989. E normalmente a gente colhe aquilo que a gente planta", declarou o presidente em fala à militância que acabou divulgada acidentalmente para o público.
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Rafael Fonteles aparece ao lado de Lula, quase na mesma posição em que estava José Guimarães em 2022.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Poder.