Você deve se preocupar com a inflação nos EUA?
Desde junho, quando assumiu o comando do Federal Reserve (Fed) , o banco central dos Estados Unidos , o economista americano Kevin Warsh estabeleceu um estilo de comunicação diferente de Jerome Powell , seu antecessor.
Ao contrário de Powell, que se esforçava para sinalizar ao mercado o que o banco central poderia fazer, Warsh não fornece nenhuma sinalização aos investidores.
Para ele, se o banco central indicar muito claramente o que vai fazer, a política monetária, que é a calibragem do nível de atividade econômica por meio da alteração na taxa de juros, perde eficácia.
Sua recomendação para os investidores é olhar os números da economia americana, especialmente os da inflação e os do mercado de trabalho, e a partir daí concluir o que pode ocorrer com os juros.
Vamos seguir essa recomendação.
Na semana passada foram divulgados os dados da inflação americana de setembro tanto no varejo, medida pelo Consumer Price Index (CPI) quanto pelo Producer Price Index (PPI).
Ambos os resultados vieram acima do esperado.
No caso do CPI, a inflação acumulada em 12 meses ficou acima do esperado, tanto no índice geral quanto no núcleo da inflação, que não considera os preços de alimentos e de energia.
O índice geral mostrou uma variação de 3,7% nos 12 meses até setembro, acima dos 3,4% acumulados nos 12 meses até agosto.
Os investidores já previam uma aceleração para 3,6%, principalmente pela alta nos preços do petróleo e da energia.
Porém, a projeção era de 3,6% e o resultado ficou acima do esperado.
Isso também ocorreu com o núcleo da inflação.
Em 12 meses, a variação dos preços foi de 2,6%, ante 2,5% na leitura anterior, mostrando uma leve aceleração.
Os combustíveis, que não influenciam o núcleo, continuam pressionando a inflação para cima.
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