Governo estuda novas medidas para conter endividamento das famílias, diz Durigan
O ministro da Fazenda , Dario Durigan , afirmou nesta quinta-feira, 17, que o governo estuda novas medidas para enfrentar o endividamento das famílias .
Segundo ele, a equipe econômica avalia formas de ajudar os consumidores a superar dívidas antigas e, ao mesmo tempo, criar condições de crédito mais baratas e sustentáveis.
Durigan comparou os programas Desenrola lançados pelo governo a “vacinas” contra o endividamento e disse que novas iniciativas podem ser adotadas.
“O Desenrola 1 foi uma primeira vacina, o Desenrola 2 foi uma segunda vacina e, como temos ainda presente o problema do endividamento, vamos seguir pensando em oferecer novas vacinas”, afirmou.
O ministro não detalhou um novo programa já definido.
No entanto, adiantou, em entrevista ao jornal Extra, que a equipe econômica trabalha em uma proposta voltada principalmente para dívidas antigas, que poderiam ser adquiridas com desconto elevado, em um modelo de leilão.
A ideia é reduzir o peso desses débitos sem exigir que o consumidor passe novamente por uma renegociação.
Continua após a publicidade Segundo Durigan, o governo também pretende continuar buscando formas de ampliar o acesso das famílias a crédito com custos menores.
Ele diz que as duas edições do Desenrola já beneficiaram cerca de 19 milhões de pessoas.
Continua após a publicidade O tema ganhou relevância diante da alta do endividamento e da inadimplência.
Dados do Banco Central mostram que a inadimplência da carteira de crédito total do sistema financeiro chegou a 4,9% em julho deste ano, o maior nível da série histórica iniciada em 2011.
Na pesquisa da CNC, a parcela de consumidores com contas em atraso alcançou 30,4% em agosto, também recorde da série iniciada em 2010.
Continua após a publicidade A declaração do ministro foi dada no Palácio do Planalto, em coletiva de imprensa após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciar o reajuste do Bolsa Família .
O piso do benefício passará de 600 reais para 691 reais, com pagamento do novo valor a partir de outubro.
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