Risco de fraude no onboarding é 84% maior em telefonia, diz Serasa
O risco de fraude no onboarding é 84% maior na telefonia, segundo o Mapa da Fraude da Serasa Experian .
A taxa de risco do setor é de 3,56%, ante uma média de 1,94% em todos os setores do Brasil.
Em relação ao primeiro semestre de 2025, o volume de golpes avançou 51%.
A maior parte das práticas consiste na captura de linhas telefônicas ou no controle de dispositivos, motivados pelo fato de que ambos são porta de entrada para fraudes lucrativas, como abertura de contas, cadastros e bancos ou golpes via mensagem.
Mas essa não foi a única frente usada por golpistas.
Nos primeiros seis meses deste ano, a pesquisa identificou cerca de 20,8 mil anúncios, perfis, páginas e aplicativos falsos, alta de 27% no comparativo anual.
A maior parte das ameaças foram identificadas na publicidade (62%).
No período, foram identificadas 50,7 milhões de mensagens associadas a golpes.
Embora o número indique estabilidade, a Serasa revelou que grupos ativos voltados à disseminação desses conteúdos praticamente dobrou, saltando de 1,1 mil para 2,1 mil.
Avanço da IA Os golpistas também vêm surfando a onda da inteligência artificial.
O levantamento mostrou que eles estão usando a tecnologia para alterar documentos, fotos e dados cadastrais mais rapidamente, o que automatiza e escala consideravelmente o número de fraudes.
Para se ter ideia, a Serasa identificou quase 20 modelos da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN).
A IA também está sendo utilizada na biometria facial e na identificação de fisionomias semelhantes, com o propósito de aumentar as chances de êxito no teste biométrico.
Para responder a essa escalada tecnológica, empresas estão apostando em ferramentas multicamadas, o que possibilitou identificar quase 17% das fraudes com biometria, enquanto liveness e comparação facial foram responsáveis por impedir 9,49% e 6,96% delas.
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