Banheira de gelo virou moda, mas faz bem? Veja o que diz a ciência
Entrar em uma banheira cheia de gelo virou sinônimo de disciplina, saúde e superação .
Nas redes sociais, atletas, celebridades e influenciadores aparecem mergulhados em água gelada, muitas vezes acompanhados de promessas de mais energia , menos inflamação e até maior longevidade.
Mas será que o organismo realmente precisa desse choque de temperatura para funcionar melhor? A imersão em água fria não é novidade na medicina esportiva.
Há décadas, ela é utilizada em determinadas situações para aliviar desconfortos após esforços físicos intensos.
O problema começa quando uma estratégia de recuperação muscular passa a ser apresentada como um ritual indispensável para qualquer pessoa, independentemente de sua condição de saúde ou de seus objetivos.
Leia Mais Flávia Alessandra: especialistas explicam sintomas da menopausa Inverno faz a gente engordar? O que a ciência diz sobre frio e metabolismo Congelar café pronto em forminhas de gelo: para que serve e como fazer; saiba diferentes formas de adaptar a receita O que acontece com o corpo dentro da água gelada? Quando entramos em água muito fria, o organismo reage rapidamente.
Os vasos sanguíneos da pele se contraem, a frequência cardíaca e a pressão arterial podem aumentar e a respiração tende a ficar mais rápida.
Essas respostas fazem parte do chamado choque do frio , que exige adaptação cardiovascular e respiratória.
O resfriamento também pode diminuir temporariamente a percepção de dor e proporcionar sensação de alívio muscular.
Isso ajuda a explicar por que alguns atletas utilizam a técnica após competições ou treinamentos particularmente intensos .
Entretanto, aliviar sintomas não significa necessariamente acelerar todos os processos de recuperação ou produzir benefícios duradouros para a saúde.
Uma revisão sistemática publicada em 2025 na revista PLOS ONE reuniu 11 estudos, com 3.177 participantes , para avaliar os efeitos da imersão em água fria sobre saúde e bem-estar.
Os pesquisadores identificaram alguns resultados favoráveis relacionados ao estresse, ao sono e à qualidade de vida.
Entretanto, esses achados devem ser interpretados com cautela, devido às limitações metodológicas dos estudos, à diversidade dos protocolos utilizados e à falta de evidências consistentes sobre os efeitos de longo prazo.
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