Greve: professores de BH denunciam intimidação e Sinpro aciona o MPT
Belo Horizonte – Professores de escolas particulares de Belo Horizonte denunciam ações de intimidação e assédio por parte das direções das escolas particulares para que a categoria abandone a greve aprovada em assembleia na quarta-feira (16/9).
Os relatos chegaram ao Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro Minas), que já notificou as escolas e prepara denúncia ao Ministério Público do Trabalho (MPT) .
A paralisação por tempo indeterminado foi decretada após a categoria rejeitar a proposta do Sindicato das Escolas Particulares (Sinepe-MG) de dividir a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) entre educação básica e ensino superior a partir de 2027.
Atualmente, a CCT abrange todos os níveis de ensino.
Sinpro registra denúncias e prepara ação no MPT A presidente do Sinpro Minas, Valéria Morato, confirmou o recebimento de diversas denúncias de assédio e abordagens individuais.
Segundo ela, algumas escolas estariam colocando estagiários e monitores em sala de aula, o que o sindicato considera irresponsável.
Morato informou que o jurídico do sindicato formaliza a denúncia para envio ao MPT ainda nesta quinta-feira (17).
“As escolas foram notificadas sobre a constitucionalidade da greve”, disse.
Em nota, o Sinepe-MG negou qualquer orientação ou registro de assédio.
A entidade disse que as escolas precisam se organizar para informar famílias e estudantes e acusou o Sinpro de não ter respeitado o prazo legal de comunicação da paralisação.
O Sinepe também ingressou com ação no Tribunal Regional do Trabalho alegando que a greve é “abusiva e ilegal”.
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Segundo a presidente do Sinpro, os empregadores propuseram alterações em duas cláusulas, ainda não detalhadas.
“Hoje eles fizeram uma proposta de mexer em duas cláusulas, mas ainda não sabemos quais.
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