Rio vai rastrear vício em apostas em consultas; saiba identificar problema
A relação dos moradores do Rio com as apostas on-line passou a fazer parte das consultas de rotina nas unidades de Atenção Primária da cidade, nas Clínicas da Família e nos Centros Municipais de Saúde (CMS).
Desde agosto, a Secretaria municipal de Saúde (SMS) adotou um protocolo para identificar possíveis casos de dependência de jogos e oferecer atendimento também aos familiares dos apostadores.
A estratégia funciona a partir de duas perguntas feitas durante todos os atendimentos.
As respostas são registradas no prontuário e, quando o paciente dá uma resposta positiva a uma delas, os profissionais são orientados a avaliar a necessidade de acompanhamento específico.
O procedimento segue modelo semelhante ao já utilizado para rastrear problemas como depressão e tabagismo.
Normalmente as pessoas não chegam às unidades de pela porta principal para buscar tratamentos relacionados a vícios em jogos.
Não é uma questão tão fácil de tratar, até porque geralmente há uma questão de ansiedade, insônia, depressão e outras doenças atreladas a esse vício.
Estamos tentando tratar de forma precoce – explica o secretário de Saúde do Rio, Rodrigo Prado.
Os primeiros resultados apareceram em uma semana.
Dos 3.070 pacientes que responderam ao questionário nesse período, 22 disseram sentir necessidade de apostar — quase 1% do total.
Outros 15 admitiram ter mentido para familiares para esconder a quantia que haviam gasto com jogos.
A partir da identificação do problema, o paciente passa por uma avaliação clínica e recebe um plano terapêutico definido de acordo com o grau de risco.
O atendimento pode variar de orientações para os casos considerados mais leves a acompanhamento especializado por equipe multiprofissional e pela atenção psicossocial nas situações mais graves.
O cuidado não fica restrito ao apostador.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.