Dez pontos para a prevenção do diabetes tipo 2
Anvisa aprova uso de Mounjaro para diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes no Brasil Em um consenso internacional publicado na Nature Medicine, liderado por pesquisadores do Hospital Universitário de Tübingen e do Centro Alemão de Pesquisa em Diabetes, com a colaboração de especialistas globais, os autores apresentaram uma estrutura em dez pontos concebida para mudar a forma de prevenção do diabetes tipo 2.
Em vez de esperar que a disglicemia – a alteração nos níveis normais de glicose no organismo – se consolide na vida adulta, o documento propõe redefinir a prevenção a partir de uma estratégia contínua ao longo da vida, da remissão ativa do pré-diabetes e de uma medicina de precisão que possa ser aplicada em larga escala.
Estimativas da Sociedade Brasileira de Diabetes e do Ministério da Saúde apontam que entre 16 e 20 milhões de adultos vivem com a doença no país.
Cerca de 30% a 40% não sabem que têm a condição, devido ao caráter assintomático dos estágios iniciais.
Pesquisadores criaram uma proposta de estratégia focada na remissão ativa do pré-diabetes Pixabay Aqui estão os dez pontos: Adotar uma arquitetura de prevenção ao longo da vida: migrar de intervenções pontuais na meia-idade para um gerenciamento contínuo e proativo da saúde metabólica em estágios críticos da vida – incluindo a pré-concepção (saúde materna e paterna), gravidez/amamentação, primeira infância, adolescência/início da vida adulta e meia-idade.
Estabelecer a remissão do pré-diabetes como meta clínica primária: ir além de apenas desacelerar a progressão da enfermidade ou adiar o início do diabetes.
O principal parâmetro clínico deve ser alcançar a remissão do pré-diabetes, com a restauração e a manutenção duradoura da normoglicemia, ou seja, a regulação normal da glicose.
Visar à heterogeneidade (prevenção de precisão): reconhecer que o pré-diabetes e o diabetes tipo 2 decorrem de mecanismos fisiopatológicos distintos: por exemplo, deficiência de insulina versus resistência severa à insulina, acúmulo de gordura visceral/ectópica ou esteatose hepática.
A abordagem precisa ser individualizada.
Intervir em “janelas” de vulnerabilidade metabólica: focar em triagem e ações intensivas em fases de transição da vida nas quais o risco aumenta.
Exemplificando: periconcepção, acompanhamento do diabetes gestacional, estirões de crescimento na puberdade e transições hormonais, como a menopausa.
Proteção e restauração precoce da função das células β: priorizar intervenções antes que ocorram a exaustão e a perda de massa irreversíveis das células beta pancreáticas, que produzem, armazenam e liberam a insulina.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.