Justiça barra “Bolsonaros” nas urnas e outros candidatos aguardam decisão
A tentativa de candidatos de associar seus nomes de urna a Jair Bolsonaro (PL) começou a encontrar resistência na Justiça Eleitoral.
Tribunais do Rio de Janeiro e de Mato Grosso determinaram que dois concorrentes sem parentesco com o ex-presidente retirem a referência a Bolsonaro da identificação que será apresentada aos eleitores.
As primeiras decisões atingiram Renato de Araújo Corrêa (PL), candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro, e Flaviane Ramalho de Oliveira (Novo), que disputa uma vaga de deputada estadual em Mato Grosso.
Eles haviam solicitado os nomes “Renato Araújo do Bolsonaro” e “Flaviane do Bolsonaro”, respectivamente.
Fora da disputa, Bolsonaro terá sobrenome usado por 30 candidatos nas urnas em 2026 A controvérsia envolve uma regra da legislação eleitoral que permite ao candidato utilizar apelidos, sobrenomes, cognomes ou outras formas pelas quais seja conhecido.
A identificação, porém, não pode criar dúvida sobre quem está concorrendo.
Proximidade com Bolsonaro No Rio, Renato de Araújo Corrêa tentou demonstrar à Justiça que mantém uma relação antiga com Bolsonaro e seus familiares.
Empresário de Angra dos Reis, ele apresentou registros da proximidade com o ex-presidente, incluindo sua participação na fiscalização da reforma de uma residência de Bolsonaro na região de Mambucaba.
O TRE-RJ considerou que esses vínculos não justificam a incorporação do nome do ex-presidente à identificação eleitoral.
Para o desembargador Paulo Cesar Salomão Filho, a expressão poderia levar o eleitor a interpretar que existe uma relação familiar.
O candidato terá de escolher outro nome.
Caso não apresente uma alternativa e tenha seu registro aprovado, deverá constar na urna como “Renato de Araújo Corrêa”.
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O tribunal rejeitou a justificativa.
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