JPMorgan eleva projeções para XP após balanço do 2º trimestre
O JPMorgan revisou para cima suas estimativas de resultados para a XP Inc. após a divulgação do balanço do segundo trimestre de 2026, elevando as projeções de lucro para este ano e para 2027.
Em relatório assinado pelos analistas Yuri Fernandes, Guilherme Grespan, Fernanda Sayao e Diego Marquez Antonio, o JPMorgan aumentou sua estimativa de lucro para 2026 em cerca de 1%, para R$ 5,635 bilhões.
Para 2027, a projeção foi elevada em aproximadamente 2%, para R$ 6,232 bilhões.
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Os analistas mantiveram recomendação Overweight, equivalente à compra, para as ações listadas nos Estados Unidos e para os BDRs negociados na B3.
No campo operacional, o JPMorgan espera que a XP registre crescimento dos ativos sob custódia (AUC, na sigla em inglês) de aproximadamente 12,5% em 2026.
Para o ano seguinte, a expectativa é de expansão de cerca de 11,5%.
Segundo o banco, esses números permanecem abaixo das tendências projetadas para a indústria de investimentos no Brasil, estimadas em cerca de 14% e 12,5%, respectivamente.
Outro fator incorporado ao modelo é a continuidade da compressão dos chamados “take rates”, indicador que mede a receita gerada sobre o volume de ativos administrados ou distribuídos.
O JPMorgan considera adequada a manutenção dessa premissa diante da trajetória de redução observada nos últimos anos.
Do lado do retorno ao acionista, o banco trabalha com uma taxa de distribuição de resultados próxima de 70% em 2026.
Essa estimativa contribui para que o índice de capitalização BIS da companhia alcance cerca de 18,5% ao final do ano.
A projeção permanece dentro da faixa de 16% a 19% estabelecida pela própria XP como meta de capital.
Além disso, o cenário desenhado pelo JPMorgan aponta para um dividend yield próximo de 9%, patamar considerado atrativo pelos analistas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.