Tesouro amplia títulos da Selic na dívida e reduz papéis ligados à inflação
Tesouro elevou para de 49% a 53% a parcela da dívida atrelada à taxa Selic. A recomposição traz uma maior participação de títulos flutuantes associados à taxa básica de juros em relação à faixa entre 46% e 50% indicada em janeiro.
Papéis prefixados e indexados à inflação terão menor participação . Os títulos prefixados reduzirão a presença em 1 ponto percentual, para entre 20% e 24%, enquanto os indexados ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) vão recuar 2 pontos percentuais, para a faixa entre 21% para 25%.
Prêmios de risco elevados ainda dificultam emissões de longo prazo. O cenário é observado pelo Tesouro como desfavorável para papéis prefixados de prazos mais longos. Com isso, o órgão justifica que o ajuste das regras visa o alinhamento às condições reais do mercado.
Preferência por títulos indexados à taxa Selic cresceu no mercado. O Tesouro afirma que as mudanças refletem o ambiente de maior instabilidade e taxas de juros elevadas, o que faz investidores buscarem papéis de menor duração. Atualmente, a taxa Selic está em 14% ao ano.
Governo busca preservar o plano de financiamento com transparência. Com as alterações nos limites de referência, o Tesouro Nacional defende o compromisso de assegurar a regularidade dos financiamentos da dívida com títulos públicos federais.
Incertezas geopolíticas também contribuem para as mudanças anunciadas . As tensões globais em meio à guerra no Oriente Médio são citadas pelo Tesouro como um motivador de impactos diretos nas condições financeiras mundiais, o que exige as alterações.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.