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“Assentamentos: Europa cobra Israel por expansão na Cisjordânia”

IstoÉ ·

Quatro das maiores potências europeias – Alemanha, França, Itália e Reino Unido – instaram Israel nesta quinta-feira (20) a interromper imediatamente a expansão de assentamentos na Cisjordânia, alertando que a iniciativa compromete a perspectiva de uma solução de dois Estados e viola o direito internacional.

Em uma declaração conjunta divulgada a partir de Roma, os governos criticaram veementemente o projeto de assentamento E1, classificado como “inaceitável”.

Alemanha, França, Itália e Reino Unido exigem que Israel pare a expansão de assentamentos israelenses na Cisjordânia, citando a ilegalidade do projeto E1.

A decisão de Tel Aviv é vista como um obstáculo intransponível à solução de dois Estados e gera instabilidade regional, conforme a declaração europeia.

Egito e o secretário-geral da ONU, António Guterres, também condenaram o projeto, expressando grave alarme pelas suas consequências.

Os europeus argumentam que a decisão de Tel Aviv de “abrir licitações para construção no âmbito do projeto de assentamento E1 é inaceitável”.

Este projeto, segundo a nota, “comprometerá a perspectiva de uma solução de dois Estados ao criar uma divisão na Cisjordânia e prejudicar a continuidade territorial dos territórios palestinos”.

“O direito internacional estabelece claramente que os assentamentos israelenses na Cisjordânia são ilegais.

Essa é a posição da comunidade internacional, conforme reafirmado pelo Conselho de Segurança da ONU”, enfatizaram os signatários, reforçando o consenso global sobre a questão.

Por que a comunidade internacional condena os assentamentos? Berlim, Paris, Roma e Londres destacaram que a Cisjordânia passa por um “momento de grave instabilidade”, e que a decisão de Israel de prosseguir com tais projetos gerará “ainda mais preocupação” na região.

A ação unilateral israelense, portanto, agrava uma situação já volátil.

“Tais iniciativas não apenas nos afastam da paz, mas também prejudicam ainda mais a reputação internacional de Israel”, afirmou o quarteto de nações.

A declaração conjunta incluiu ainda um alerta direto às empresas: “As empresas não devem considerar participar de licitações de construção.

Elas devem estar cientes das consequências jurídicas e reputacionais, incluindo o risco de se tornarem cúmplices de graves violações do direito internacional.” A condenação aos planos israelenses não se restringe à Europa.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em istoe.com.br — o conteúdo pertence a IstoÉ.

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