'Somos uma fundação que tem uma empresa': o modelo por trás do voluntariado que virou ativo de RH
Fátima Lima, diretora de sustentabilidade da MAPFRE (MAPFRE/Divulgação)
Na maioria das seguradoras, a fundação social é um braço da empresa. Na Mapfre , é o contrário. A Fundação Mapfre, criada há mais de três décadas no Brasil, é acionista majoritária da seguradora, detentora da maior parte de suas ações.
"Nós somos uma fundação que tem uma empresa, e não uma empresa que tem uma fundação", diz Fátima Lima, diretora de sustentabilidade da companhia e responsável por trazer a fundação ao país.
Essa inversão de hierarquia explica por que o voluntariado corporativo na Mapfre não funciona como ação isolada de responsabilidade social. Ele está dentro da estratégia de gestão de pessoas da empresa, com metas próprias e um pilar dedicado dentro da área de recursos humanos.
No ano passado, mais de 64% dos 2.400 funcionários da companhia participaram de ao menos uma ação voluntária, superando a meta interna de 40%.
A Fundação Mapfre administra cerca de 19 projetos sociais espalhados pelo Brasil e prioriza a participação dos colaboradores nessas ações, mas não se limita a elas.
Funcionários também trazem instituições de suas próprias regiões para receber apoio da empresa, em uma lógica que a companhia chama de mão dupla.
Dentro do RH, o programa está estruturado como um pilar de sociedade, que envolve não só os funcionários, mas também seus familiares. "O programa de voluntariado faz parte da nossa estratégia de gestão de pessoas", diz Ana Paula Berniz, que iniciou a carreira como estagiária na Mapfre aos 19 anos e hoje, após duas décadas na companhia, lidera o engajamento dos colaboradores nessa frente.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em exame.com — o conteúdo pertence a Exame.