'Vendi carros e investi': Associação reúne 170 vítimas de golpes com falsas operações na Bolsa no PI
Pirâmide Financeira: vítimas iniciam corrida contra prejuízo após promessas de lucro “Minha esposa está grávida e esse era um dos recursos que eu tinha para melhorar a minha renda, melhorar minha vida pelo menos um pouquinho”, disse uma das vítimas de um suposto esquema de golpes com falsos investimentos e operações na Bolsa de Valores no Piauí.
Diante das perdas, as vítimas criaram uma associação para buscar apoio e acompanhar o caso.
Cerca de 170 pessoas participam da iniciativa e o prejuízo estimado chega a R$ 500 milhões. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp A associação reúne pessoas que investiram com diferentes objetivos.
Algumas buscavam complementar a renda.
Outras aplicaram economias acumuladas ao longo de anos de trabalho ou venderam bens atraídas pela promessa de rendimentos de até 10% ao mês.
“Esse dinheiro é fruto de trabalho meu, suor meu, que eu conquistei e tive que colocar na empresa por conta de dificuldades que eu estava passando profissionalmente.
E confiando na pessoa que me levou, porque a palavra sempre foi: nós pagamos 10% há sete anos, então fica tranquilo que não vai atrasar, não vai ter problema”, contou uma das vítimas.
LEIA TAMBÉM: Suspeito de chefiar esquema que movimentou mais de R$ 600 mi é preso após se apresentar à polícia no PI Suspeito de chefiar esquema de golpes que movimentou mais de R$ 600 mi diz que não tem como pagar vítimas, afirma delegado A promessa de receber 10% ao mês sobre o valor investido foi vista por muitas vítimas como uma oportunidade de aumentar o patrimônio e acelerar projetos pessoais.
Uma delas chegou a vender os carros de uma locadora para aplicar o dinheiro.
“Eu tinha uma locadora de carros, aí eu vendi esses carros, peguei a grana e também tinha um outro dinheiro de reserva. [...] Já que está há quatro anos dando certo, vamos investir, vamos pra cima.
Só que infelizmente eu acabei caindo nessa cilada”, disse.
Associação busca Justiça Além de reunir os investidores, a associação pretende facilitar o acesso à Justiça.
As vítimas afirmam que muitas pessoas que perderam dinheiro não têm condições de contratar advogados particulares nem de enfrentar sozinhas um processo judicial.
“Nós sabemos que a grande maioria das pessoas que sofrem golpes, perdem tudo e não têm condição de ir até a Justiça, de pagar um advogado particular.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Piauí.