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Trégua na chuva deve ajudar rios do Paraná a baixarem de nível

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Trégua na chuva deve ajudar rios do Paraná a baixarem de nível

A previsão de dias sem chuva na maior parte do Paraná deve favorecer a redução gradual do nível dos rios e ajudar a amenizar os problemas provocados pelas precipitações intensas dos últimos dias. Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a tendência é que os cursos d’água retornem aos leitos normais, reduzindo os riscos de inundações.

A trégua na chuva começou na segunda-feira (26) e deve continuar até quarta-feira (28). De acordo com o Simepar, a presença de uma massa de ar frio e seco mantém a precipitação afastada da maior parte do estado. A exceção é na faixa litorânea, onde ainda podem ocorrer chuvas fracas e isoladas.

A expectativa é que a ausência de novas precipitações permita que os rios reduzam gradualmente seus níveis após as cheias recentes. O retorno às condições normais, no entanto, depende da situação de cada curso d’água e do volume de água acumulado nas respectivas bacias hidrográficas.

Os efeitos das chuvas recentes foram particularmente expressivos na bacia do rio Iguaçu. Segundo a Companhia Paranaense de Energia (Copel), as vazões que chegaram aos reservatórios de suas usinas no rio atingiram os maiores patamares de 2026 durante o fim de semana.

Na Usina de Foz do Areia, a vazão de entrada ultrapassou 6 milhões de litros por segundo no sábado (24), volume equivalente ao registrado durante a cheia de 2023. Na Usina de Segredo, o pico chegou a 9 milhões de litros por segundo, o maior desde o início de sua operação, em setembro de 1992.

Já na Usina de Salto Caxias, a vazão atingiu 17,5 milhões de litros por segundo na manhã de domingo (25), o terceiro maior registro desde a inauguração da hidrelétrica, em 1999. As três usinas permanecem com as comportas abertas para escoar as altas vazões e manter o controle dos níveis dos reservatórios. As decisões sobre a operação são coordenadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

A elevação do volume de água também foi observada nas Cataratas do Iguaçu, que registraram a maior vazão do ano na madrugada desta segunda-feira (26). Foram 17,7 milhões de litros por segundo, quase 12 vezes acima da média histórica de 1,5 milhão de litros por segundo.

Além da bacia do Iguaçu, outros rios registraram elevação durante o período de chuvas intensas. Em Francisco Beltrão, no Sudoeste do estado, o rio Marrecas subiu 1,71 metro em 24 horas até sábado (24), após um temporal que acumulou 120 milímetros de chuva entre a meia-noite e às 7h. O episódio provocou alagamentos e interdições de vias, enquanto as autoridades monitoravam também áreas próximas aos rios Progresso, Lonqueador e Urutago.

Em Morretes, o transbordamento do rio Nhundiaquara atingiu espaços públicos e provocou alagamentos em pontos do município. Segundo informações da Defesa Civil municipal divulgadas no sábado, a cidade havia acumulado 60 milímetros de chuva até a tarde daquele dia. A variação da maré na Baía de Antonina também influencia o escoamento da água dos rios da região.

Na capital paranaense, apesar do volume elevado de precipitação, os rios e córregos permaneceram dentro de suas calhas, segundo a Defesa Civil de Curitiba.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.

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