Quem paga a conta? Economistas analisam promessas de Lula e Flávio diante de Orçamento apertado
Flávio Bolsonaro e Lula chegam ao debate da Globo Reprodução Em uma das eleições mais disputadas da história, os brasileiros vão às urnas neste domingo (25) para escolher o próximo presidente da República entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Como mostrou o g1, a principal pauta econômica da eleição é o equilíbrio das contas públicas.
As propostas dos presidenciáveis, porém, levantam muitas dúvidas sobre como serão financiadas e quais efeitos terão sobre o Orçamento e a trajetória da dívida pública. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A dívida do país está próxima de R$ 11,1 trilhões.
O valor continua crescendo e já equivale a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB).
Em outras palavras, o montante corresponde a cerca de 10 meses de tudo o que o país produz em bens e serviços.
O desafio é reverter essa trajetória de alta sem comprometer as políticas públicas.
Há bastante tempo, gastos obrigatórios, como os vinculados à Previdência, à saúde e à educação, têm crescido acima do ritmo permitido pelas regras que limitam o aumento das despesas do país.
Debate da Globo: Lula e Flávio Bolsonaro discutem dívidas dos brasileiros, salário mínimo e SUS e trocam ofensas e ataques com 'nove dedos' e 'miliciano' Veja o que é #FATO ou #FAKE nas falas de Flávio Bolsonaro e Lula no debate da Globo no 2º turno das eleições 2026 Evolução da dívida bruta — Foto: Arte/g1 Com isso, sobra cada vez menos espaço no Orçamento para investimentos e outros gastos sobre os quais o governo tem maior liberdade para decidir como e quando usar.
Neste mês, o g1 mostrou que, dos R$ 2,8 trilhões previstos em despesas primárias no Orçamento de 2027, 90% estão comprometidos com aposentadorias, salários, benefícios sociais e outras despesas obrigatórias.
Para Murilo Viana, mestre em economia pela Unicamp e especialista em contas públicas, as projeções do Tesouro Nacional já apontam para uma redução dos recursos disponíveis ao governo também nos próximos anos, o que pode limitar ainda mais a capacidade de escolha do próximo presidente sobre onde investir.
O g1 ouviu economistas para avaliar as propostas sobre as contas públicas, os desafios para colocá-las em prática e os riscos para a trajetória da dívida pública.
A análise considera não apenas os objetivos anunciados pelos candidatos, mas também os custos das medidas, as fontes de financiamento e os limites do Orçamento.
Agora no g1 Renegociação de dívidas e seus riscos A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostra que 81,7% das famílias tinham algum tipo de dívida em setembro.
Apesar da leve queda em relação aos 82% registrados em agosto, o endividamento bateu recordes consecutivos ao longo de 2026.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Economia.