Ata e IPCA reforçam previsão de corte da Selic em setembro
Dois dos eventos mais esperados da semana para o mercado de juros, a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) e a divulgação do IPCA de julho, pouco fizeram para alterar as perspectivas dos investidores quanto aos próximos passos da taxa Selic.
Sem novas informações relevantes para incorporar ao cenário de curto prazo, o mercado manteve firme a expectativa por um novo corte de juros em setembro, ao passo em que a continuação do ciclo de flexibilização após o mês que vem segue incerta.
Do lado da autoridade monetária, a ata manteve a mensagem de que a desaceleração da atividade e a moderação da inflação nos últimos meses permitiram ao Copom cortar a Selic de 14,25% a 14% na semana passada, ainda que riscos derivados de choques de oferta, da política fiscal expansionista e da desancoragem das expectativas de inflação persistam e impeçam uma redução maior da Selic.
Neste contexto, os próximos passos seguirão dependentes da evolução dos dados, conforme afirma o Copom.
“Foi uma ata bem neutra, bem parecida com o comunicado da quarta-feira passada”, diz Flávio Serrano, economista-chefe do Banco Bmg.
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