Mercado começou a cobrar mais para atravessar as eleições
A volatilidade eleitoral parece ter, finalmente, dado sinais de que chegou aos mercados locais.
A divulgação de uma pesquisa que mostrou Lula com uma clara distância em relação a Flávio Bolsonaro não chegou a alterar de forma substancial as probabilidades atribuídas pelos investidores ao resultado do pleito, mas escancarou que o prêmio cobrado pelo mercado para carregar os ativos brasileiros até as eleições pode ter de ser maior.
Há algumas ressalvas em relação à reação dos mercados à pesquisa CNT/MDA divulgada ontem.
Como o instituto mostra há algum tempo maior diferença entre os dois candidatos que grandes institutos do país, participantes do mercado avaliam que as informações contidas no levantamento não teriam, por si só, relevância suficiente para provocar uma mudança abrupta nos preços dos ativos.
Outro sinal de que pouco mudou na probabilidade atribuída pelos investidores ao desfecho das eleições está nos mercados de previsão.
O Polymarket, desde o início de agosto, exibe um cenário praticamente estático: Lula com 64% de chance de ser eleito, contra 27% de Flávio.
Mas o fator temporal começa a pesar de forma mais forte sobre os ativos locais.
A menos de dois meses das eleições, a volatilidade tende a crescer e a reduzir o ímpeto e os limites de risco dos participantes do mercado.
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