MPSP diz que PM usava empresa em nome de familiares em esquema com PCC
Uma empresa apontada pelo Ministério Público de São Paulo ( MPSP ) como parte do esquema que envolvia os quatro PMs denunciados por prestar segurança a dirigentes ligados ao PCC estava registrada em nome da mãe e do padrasto de um dos policiais, um tenente-coronel da corporação .
Segundo a denúncia, apesar de aparecerem como donos oficialmente, os familiares não comandavam o negócio: a administração ficaria, na prática, nas mãos do próprio oficial.
A empresa, foi criada em 2013 e tinha sede na zona norte de São Paulo .
A mãe do tenente-coronel aparece como sócia da companhia, enquanto o padrasto dele aparece como responsável por outra empresa do mesmo grupo.
Os dois moravam no interior de São Paulo, a mais de 500 quilômetros da sede dos negócios .
Para o MPSP, essa estrutura servia para manter o oficial afastado formalmente das empresas.
Isso porque policiais militares, segundo a legislação citada na denúncia, não podem exercer atividade comercial ou administrar sociedades.
Entenda o caso Quatro policiais militares foram denunciados pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) por supostamente integrar um esquema de segurança particular para dirigentes da Transwolff e da UPBUS, empresas investigadas por ligação com o PCC.
Entre os denunciados estão um tenente-coronel, um capitão, um segundo-sargento e um terceiro-sargento da reserva.
Vários deles têm ligação com a ROTA.
Os PMs teriam feito a segurança dos empresários em escalas organizadas e também recrutado outros policiais para participar dos serviços.
Contrato de segurança começou com pagamentos de R$ 30.905 por mês e chegou a R$ 44.639,10 em janeiro de 2025.
Valor aumentou cerca de 44% mesmo depois da Operação Fim da Linha, que investigou suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo a Transwolff e a UPBUS.
Segundo a denúncia, os policiais teriam continuado no esquema mesmo após serem alertados sobre os vínculos dos empresários com o crime organizado.
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