Anac investiga se houve fraudes em diários de bordo de voos panorâmicos no Rio
Anac suspende voos panorâmicos de 4 empresas no Rio após acidente de helicóptero que deixou 4 mortos Os dirigentes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) apontaram falhas que levaram à decisão de suspender quatro empresas de voos panorâmicos e nove aeronaves que prestavam os serviços no município do Rio.
Entre as empresas suspensas está a VRP, envolvida na queda do helicóptero na Vista Chinesa que matou 4 pessoas no dia 8.
A agência apura possíveis fraudes nos registros de diários de bordo, omitindo minutos de voos panorâmicos, além de problemas no gerenciamento operacional das empresas e de manutenção das aeronaves.
Segundo a Anac, a fiscalização será intensificada e permanente. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça O diretor presidente da Anac, Thiago Chagas Faierstein, destacou que 4 das 9 empresas fiscalizadas até agora (de um total de 12 que operam) foram suspensas, e que 9 das 18 aeronaves também estão impedidas de voar: “Então, nós estamos falando de 50% até hoje das atividades de voos panorâmicos no Rio de Janeiro estão com algum tipo de irregularidade.
Esse é um número preocupante e altíssimo”, pontuou.
O diretor-presidente ainda afirmou que, caso uma empresa apresente dados menores de horas de voo, ela pode fazer menos manutenções, o que barateia a operação.
“Quando a gente vai no processo de fiscalização normal, olha o diário de bordo e o diário de manutenção, está tudo ok.
Mas qual o problema? Ele não voou 10 minutos.
Ele voou 30”, exemplificou o diretor-presidente.
Para o diretor-presidente, os acidentes foram "gatilhos" para que a análise da Anac fosse mais profunda no caso do Rio de Janeiro.
"O risco no Rio de Janeiro é maior.
A prefeitura nos alertou, nos oficiou, de uma maneira responsável.
É humanamente impossível fiscalizar de uma maneira profunda todas as empresas, todos os helicópteros do Brasil", disse Thiago Chagas.
Empresas podem voltar a operar? Edvaldo Rodrigues de Oliveira, Superintendente de Operações de Aviação Geral da Anac, disse que as empresas terão que apresentar um plano de regularização, ainda sem período de tempo estipulado, para voltarem a operar.
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