Operações da Polícia Federal e do MPRJ miram lavagem de dinheiro e bets ilegais
Nesta quinta-feira (13), autoridades federais e estaduais deflagraram duas operações voltadas ao combate de crimes financeiros e operações irregulares no mercado de apostas e jogos de azar no Brasil.
A Operação Arena, coordenada pela Polícia Federal (PF), investiga evasão de divisas, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro praticadas por um grupo empresarial com ramificações no exterior.
Paralelamente, a Operação Aposta Suja, conduzida pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), mira organização criminosa acusada de operar plataformas não autorizadas e aplicar golpes em apostadores.
Operação Arena A Operação Arena foi deflagrada pela Polícia Federal em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), a Receita Federal e a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA/MF).
A ação visa desarticular uma estrutura societária e financeira utilizada para ocultar a origem e a destinação de recursos oriundos da exploração de jogos de azar e apostas esportivas.
Ao todo, a 4ª Vara Federal da Paraíba expediu 17 mandados de busca e apreensão em 14 endereços localizados nos estados da Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná.
As ordens judiciais foram cumpridas nas cidades de João Pessoa, Campina Grande e Serra Branca (PB); Aracaju (SE); São Paulo (SP); Rio de Janeiro e Niterói (RJ); e Curitiba (PR).
A Justiça Federal também determinou o sequestro de bens e valores até o limite de R$ 1,1 bilhão, montante relacionado às estimativas dos valores envolvidos nos delitos.
LEIA MAIS: Estudo aponta queda do mercado ilegal de apostas no Brasil LEIA MAIS: Apostas de até R$ 50 responderam por 74% das transações de bets no 2º trimestre de 2026 no Brasil Investigação Agente da Polícia Federal durante Operação Arena – Divulgação As apurações da Operação Arena apontam que o grupo investigado utilizava empresas constituídas no exterior para simular que as operações ocorriam fora do Brasil, embora a gestão administrativa, operacional e decisória ocorresse em território nacional.
A estrutura servia para justificar remessas internacionais de recursos sem atividade econômica compatível, além de ocultar receitas e beneficiários finais.
O esquema utilizava instituições de pagamento, operações de câmbio e ativos digitais para dificultar o rastreamento dos valores pela fiscalização.
A Receita Federal, que passou a integrar a investigação em 2025, mobilizou 40 auditores-fiscais e analistas-tributários na operação.
A apuração também identificou indícios de omissão de rendimentos e planejamento tributário abusivo executados antes e durante o processo de regulamentação do setor no país.
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