Sessão que pode decidir futuro de Moraes será transmitida ao vivo pelo STF
A sessão do STF (Supremo Tribunal Federal) que pode decidir o futuro do ministro Alexandre de Moraes será transmitida ao vivo na próxima terça-feira (15). A reunião plenária vai decidir se a Corte autoriza a abertura de um inquérito contra Moraes após diálogos dele com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro (banco Master) terem sido reveladas pelo ministro André Mendonça — relator do processo —, que retirou o sigilo do caso.
A sessão extraordinária está agendada para começar às 10h. Havia dúvidas sobre a transmissão ao vivo do julgamento, mas uma publicação deste sábado (12) no site do STF confirmou a exibição pública.
O sinal da transmissão será liberado para emissoras de rádio e de televisão com interesse em retransmitir. O público em geral poderá acompanhar as discussões ao vivo pela Rádio Justiça, pela TV Justiça e pelo canal oficial do Supremo no YouTube.
Os profissionais de imprensa que pretendem trabalhar no local devem fazer o credenciamento até domingo (13). O cadastro precisa ser feito pela internet até as 23h59 e dará acesso ao espaço reservado na marquise do prédio principal da Corte.
O tribunal limitou o credenciamento a cinco profissionais por veículo de comunicação. Os jornalistas que já cobrem o dia a dia do STF não precisam fazer novo cadastro. Para ter acesso direto, bastará apresentar o crachá.
A revelação dos diálogos instalou uma crise institucional no Supremo. A crise contou até com a divulgação de uma carta de ministros aposentados do STF pressionando pela sessão pública. Fachin decidiu restringir a pauta de terça-feira apenas a esse tema, deixando para 23 de setembro a análise de eventual conduta irregular atribuída a Mendonça. Esta será a primeira vez que a Suprema Corte se reúne para deliberar sobre a abertura de inquérito contra um de seus membros.
Ministros próximos a Moraes pressionavam pelo adiamento ou cancelamento da sessão extraordinária. O grupo argumentava que um pedido de apuração de Moraes contra o ministro André Mendonça deveria ser julgado conjuntamente na mesma data .
Aliados de Moraes afirmam que Mendonça liberou dados de forma seletiva ao derrubar o sigilo sobre o Banco Master. Eles alegavam ainda que, diante do grande volume de material enviado, não haveria tempo hábil para analisar os documentos até terça-feira.
A proximidade com o processo eleitoral também foi justificativa para evitar o debate público na próxima terça. Um dos ministros sugeriu deixar a discussão para depois das eleições de outubro, evitando o uso político do caso por campanhas.
O presidente do STF, Edson Fachin, rejeitou os pedidos de adiamento e manteve a data do julgamento. Fachin avalia que a Corte precisa dar uma resposta rápida e pública diante da gravidade das acusações contra os membros do tribunal.
Há grande expectativa nos bastidores de que algum ministro peça para fechar a sessão ao público logo no início. Se o pedido de sessão fechada for negado, há o risco de que seja feito um pedido de vista (mais tempo para análise), o que adiaria o desfecho do caso.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.