Com eleições, benefícios anunciados por Lula já mobilizam R$ 300 bilhões em 2026
O pacote de benefícios anunciado pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em meio à tentativa de reeleição já mobilizou R$ 298,4 bilhões em 2026, segundo cálculos da Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão ligado ao Senado.
Há ainda outras iniciativas que só terão impacto de 2027 em diante, como a promessa de tarifa zero no transporte coletivo aos finais de semana e ampliação do teto do faturamento dos microempreendedores individuais (MEIs), aprovada nesta quinta-feira pelo Senado.
Leia também IBC-Br, novas pesquisas eleitorais, indústria nos EUA e mais destaques desta 6ª InfoMoney reúne as principais informações que devem movimentar os mercados nesta sexta-feira (16) Futuros de NY ensaiam recuperação após semana de pressão sobre ações de IA Investidores estão cada vez mais atentos ao volume de dívida contraída por empresas de tecnologia para financiar a expansão da IA, diante das dúvidas sobre a rentabilidade desses investimentos Para o diretor da IFI Alexandre Seijas, responsável pelo levantamento, as benesses aumentam a urgência de um ajuste fiscal robusto.
As iniciativas, contudo, têm naturezas diferentes.
Considerando somente aquelas com impacto primário, a conta é de R$ 93,8 bilhões, com o gasto direto do governo.
A maior parte dos recursos é financeira (R$ 185,7 bilhões) — para bancar programas de crédito com juros subsidiados — como o caso do Move Brasil, para compra de automóveis, e da ampliação do Minha Casa, Minha Vida para a classe média.
Nesse caso, os valores são reembolsáveis — são devolvidos à União na medida em que os empréstimos são pagos.
No entanto, como os financiamentos são com juros baixos, há uma perda em subsídio implícito, a diferença entre o custo de captação do Tesouro Nacional e a remuneração dos empréstimos, o que eleva a dívida pública.
Só nas linhas criadas ou ampliadas a partir de 2024, Seijas diz que o subsídio implícito estimado é de R$ 10,2 bilhões em 2026, a valor presente.
O governo também anunciou medidas que envolveram recursos do FGTS ou da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).
Combustíveis No caso das medidas com impacto primário, a IFI considera os programas e medidas criadas ao longo do mandato, como a ampliação da isenção do Imposto de Renda, promessa de campanha de Lula em 2022, e a parceria com hospitais privados no programa “Agora tem especialistas”, e os subsídios aos combustíveis, adotados, conforme o governo, para evitar repiques de preços em decorrência da guerra no Oriente Médio.
Com a proximidade das eleições, no entanto, os anúncios foram acelerados.
Foi o caso do reajuste do Bolsa Família, do fim das bets e da terceira versão do Desenrola.
A frequência das medidas aumentou ainda mais após a conclusão do primeiro turno, em que Flávio Bolsonaro terminou na frente.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.