SP: Petroquímica Braskem entra com pedido de recuperação extrajudicial
A petroquímica Braskem entrou com um pedido de recuperação extrajudicial na Justiça de São Paulo, na madrugada desta segunda-feira (24/8).
A empresa terá 90 dias de proteção e apresentar um plano definitivo de reestruturação.
Atualmente, a dívida da Braskem é de R$ 54 bilhões.
Os maiores credores são os bondholders, investidores que compram um título de dívida emitido, e Banco do Brasil, BNDES, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander.
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Ações da empresa disparam Negócios Chambriard, da Petrobras, é eleita presidente do conselho da Braskem Negócios Entenda por que a Petrobras decidiu abrir mão do controle da Braskem No caso da recuperação extrajudicial , essa renegociação é feita diretamente com os principais credores para, depois, ser homologada pelo Judiciário.
Essa situação é diferente da recuperação judicial , em que a companhia em crise financeira recorre à Justiça para entrar em um acordo com todos os credores.
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1 de 3 desastre socioambiental provocado pela mineração de sal-gema da Braskem em Maceió (AL) causou o afundamento do solo em cinco bairros Orlando Costa/Especial Mestrópoles 2 de 3 Caso gerou impactos urbanos severos, denúncias do Ministério Público Federal e acordos bilionários de indenização Igo Estrela/Metrópoles 3 de 3 A petroquímica entrou com pedido de recuperação extrajudicial Thomas Fuller/SOPA Images/LightRocket via Getty Images Em junho, a Justiça de São Paulo foi favorável ao pedido de suspensão temporária de execuções judiciais feito pela Braskem, contra parte dos credores da empresa.
A medida resultou de uma ação de tutela de urgência cautelar concedida pela 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da capital paulista.
Ela suspendeu por 60 dias as execuções e constrições por parte de credores donos de debêntures e “notas seniores” (títulos de dívida que garantem ao investidor a prioridade de recebimento em casos de falência, liquidação ou recuperação judicial).
Desastre ambiental No ano passado, a Braskem fechou um acordo para indenizar o estado de Alagoas em R$ 1,2 bilhão por causa dos danos causados pela mineração de sal-gema ao solo da capital, Maceió.
Pelo acordo, o valor de R$ 1,2 bilhão será pago em parcelas até 2030.
A empresa afirma já ter repassado ao poder público estadual R$ 139 milhões do total.
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